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6 de novembro de 2018

Castelo de Aljezur

Castelo de Aljezur - entrada.jpg

Classificado como Imóvel de Interesse Público, localiza-se num cerro xistoso sobranceiro à vila, donde se desfruta de uma magnífica vista panorâmica, a nascente sobre a imensa várzea de Aljezur, sobre a zona da Igreja Nova e da Serra de Monchique e a poente sobre o Vale D. Sancho, onde outrora se cultivava arroz e por onde serpenteia a Ribeira de Aljezur até chegar ao mar, na Praia da Amoreira.
Edificado no século X pelos árabes, fez parte integrante do sistema defensivo de Silves, durante os séculos XII e XIII, tendo sido o último castelo islâmico a ser conquistado pelos cristãos no Algarve, em 1249, reinado de D. Afonso III, cuja conquista ficou a dever-se aos cavaleiros da Ordem de Santiago, comandados por D. Paio Peres Correia.
Apresenta uma planta poligonal irregular e conserva ainda 2 torres distintas, que sobressaem do que resta dos panos de muralha que constituem o recinto murado do castelo. A torre localizada a norte é de planta circular e a torre a sul é de base quadrada. O castelo possui uma única abertura a nordeste, que dá acesso ao interior algo rochoso, com cotas superiores às da muralha. É possível ainda observar-se uma construção a noroeste, com características da mesma época, a cisterna, com porta em arco, abobadada e de forma cúbica.
A ocupação cristã não ocasionou a sua destruição total ou parcial, foi, porém, a perda de função que determinou a sua ruína (finais do século XV ou inícios do século XVI). Para tal terá contribuído a redução da capacidade de navegabilidade da ribeira e a necessidade de defender novos pontos nevrálgicos no território algarvio.
As primeiras escavações arqueológicas realizadas no cerro do castelo revelaram uma sequência de níveis arqueológicos contendo testemunhos desde a Idade do Bronze até ao século XVI.
O local onde o castelo se encontra implantado parece ter sido ainda ocupado, sucessiva e ininterruptamente por vários povos: os lusitanos que dele fizeram um castro; os romanos que nele tiveram um posto de vigia; os visigodos, que também o utilizaram como vigia; e os árabes que nele deixaram mais vestígios, sendo-lhes atribuída a edificação do castelo e a fundação da vila, bem como a reformulação das suas defesas.


Castelo de Aljezur | Altaneiro à vila de Aljezur
Coordenadas Geográficas: 37°18'58.5"N 8°48'18.9"W
Contactos: Tel. 282 990 010 (Câmara Municipal de Aljezur)
Tel. 282 991 011 (Associação de Defesa do Património Histórico e Arqueológico de Aljezur)

27 de setembro de 2018

Castelo de Beja

Apesar de ter sido implantado num local que já é ocupado por humanos desde os tempos pré-históricos e que é citado nos escritos de Políbio e Ptolomeu, datados do séc. II a.C., a fortificação do Castelo de Beja foi construída durante a invasão da Península Ibérica pelos romanos, por se situar num local de grande importância regional. Foi aí que Júlio César formalizou a paz com os Lusitanos, dando ao lugar o nome de Pax Julia, uma das três sedes romanas da Lusitânia. É provável que os muros romanos de defesa tenham sido construídos entre o terceiro e o quarto século d.C.
Situado no Alentejo, na cidade, concelho e distrito de Beja, podemos encontrar o Castelo de Beja, um edifício militar com traços de arquitetura romana medieval e manuelina (Autor: Concierge.2C)
Situado no Alentejo, na cidade, concelho e distrito de Beja, podemos encontrar o Castelo de Beja, um edifício militar com traços de arquitetura romana medieval e manuelina (Autor: Concierge.2C)
Em 1253, a fortaleza encontrava-se já muito arruinada, de modo que D. Afonso III, rei de Portugal, ordenou a sua reconstrução.
Como pode ser observado através da inscrição que se encontra gravada no campo do escudo do brasão de Portugal Antigo, uma das torres da muralha da cidade de Beja foi construída mais tarde, em 1307. Três anos depois, é mandada construir por D. Dinis a torre de menagem.
No início do século XVI, o rei D. Manuel I ordenou que se realizassem grandes obras de beneficiação, sendo muito provável que a abóbada polinervada que existe no segundo piso tenha sido construída nessa altura.
Na segunda metade do século XVII, é realizado o projecto de reforço do castelo, através de baluartes, pelas mãos de Nicolau de Langres.
Com o fim das ameaças de invasão por parte dos povos vizinhos, o Castelo de Beja viria a perder a sua importância militar, de modo que, em 1790, parte da muralha acaba por ser demolida para que os seus materiais fossem reutilizados na construção de uma nova igreja do Colégio dos Jesuítas, que serviria de sede do Paço Episcopal.
Na segunda metade do século XIX, assistiu-se a obras de construção e de demolição de partes do conjunto arquitetónico que compunham o Castelo de Beja. Por exemplo, em 1867, foi reconstruída a Porta de Moura, mas dois anos mais tarde, em 1869, viria a ser demolida a Porta Nova de Évora. Em 1893 foi também demolido o arco romano da Porta de Aviz e a Ermida de Nossa Senhora da Guia.
Já no século XXI, a 16 de março de 2004, a DGEMN abriu um concurso para as obras de conservação na zona do Castelo de Beja, tendo em Setembro de 2005 sido elaborada a Carta de Risco do imóvel, pela mesma DGEMN. Em fevereiro de 2008, deu-se início a uma série de escavações arqueológicas por parte da CMB.
O Castelo de Beja encontra-se classificado como Monumento Nacional.

Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay