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28 de agosto de 2016

Quando a voz se cala, também a guitarra portuguesa canta



Ligada umbilicalmente ao fado, a guitarra portuguesa pouco tem ousado para afirmar a sua autonomia. No entanto, surgem sinais de que há vida para além do acompanhamento. A família Parreira, José Manuel Neto, Marta Pereira da Costa, Miguel Amaral e Luís Varatojo são disso exemplo.


Continua a tocar em casas de fados e a acompanhar em concerto algumas das vozes maiores do fado, mas hoje António Parreira dedica-se sobretudo a passar o seu conhecimento e o legado maior da guitarra portuguesa aos 22 alunos – a quem ensina a domar o instrumento que Carlos Paredes milagrosamente fundiu com a ideia musical do ser português. Talvez porque António Parreira, um dos grandes mestres da guitarra, não teve a vida facilitada por uma escola oficial como a do Museu do Fado, onde lecciona.
Nascido no Monte das Taipas, Santa Margarida da Serra (concelho de Grândola), em 1944, começou a admirar a guitarra portuguesa que o tio mantinha guardada numa arca, tirada do sossego apenas para “tocar o Fado Corrido no quinto ponto”. Era uma admiração que o tio pretendia que se fizesse à distância. António, com sete, oito anos, estava proibido de tocar. Nada mais tentador: sempre que o tio saía de casa e ia cuidar da sua vida, o miúdo esgueirava-se até lá, roubava a guitarra à arca e reproduzia as posições dos dedos que decorara ao pormenor.

17 de junho de 2009

Vozes de Cabo Verde



Lura, Mayra Andrade, Sara Tavares – os novos álbuns das mais importantes novas cantoras cabo-verdianas chegaram ao mesmo tempo. António Pires esteve a ouvi-los. Durante os anos 70, 80 e 90, as maiores embaixadoras da música caboverdiana foram Cesária Évora, Titina, Celina Pereira, Ana Firmino, Herminia ou Teté Alhinho (nos Simentera ou a solo). Todas elas com uma obra discográfica extraordinária, principalmente se pensarmos que são de um país pobre, africano, periférico e insular. E se pensarmos, igualmente, que o alargamento do circuito da chamada world music só aconteceu dez ou 20 anos depois de terem começado a sua carreira. Agora, abertas que estão as portas do mundo à música de Cabo Verde, três novas cantoras têm emergido, também com inteira justiça: Lura, Sara Tavares e Mayra Andrade. Têm em comum com as da geração anterior o mesmo amor pela música de raiz caboverdiana mas, em todas elas, com vista para outras músicas.
Comecemos por Lura: iniciando a carreira com uma ligação óbvia a Cabo Verde mas também seduzida por géneros norte-americanos, Lura acertou em cheio com o caminho a seguir nos álbuns Di Korpu Ku Alma e M’bem di Fora, onde pegou em géneros tradicionais caboverdianos para os unir com consistência a estilos exteriores. No novo Eclipse (Tumbao/ Lusáfrica), Lura continua a mesma via mas com uma consistência e coerência ainda maiores.
Interpretando temas de compositores como Mário Lúcio, Toy Vieira, Orlando Pantera ou B.Leza, a cantora tem neste álbum momentos absolutamente fabulosos como o festivo batuque de “Tabanka”, a morna (enfeitada, e tão bem!, com guitarra portuguesa) “Eclipse”, “Maria” (com uma guitarra eléctrica deliciosa que vai ao zouk, ao highlife e à marrabenta) ou o surpreendente electro-tango de “Canta um Tango”. É o melhor disco deste lote.
A seguir, Sara Tavares. Outro exemplo de uma cantora (e compositora) que se aproximou gradualmente da música das suas raízes, ela chega a Xinti (Word Connection/Megamúsica) com um léxico musical e lírico perfeitamente apurado, em que a sua paixão pelo gospel, soul, funk e reggae – e a sua aproximação aos géneros cabo-verdianos – é tão personalizada que já não se reconhece facilmente o que está na base de cada uma destas canções. São músicas dela, só dela, e isso é bom.
Acompanhada por uma equipa de luxo (no disco estão João Paulo Esteves da Silva, Rão Kyao, Jon Luz, N'du, José Salgueiro...), Sara Tavares não tem em Xinti momentos tão brilhantes quanto em Balancê, mas atinge um pico de coerência artística e autoral.
Finalmente, e para não repetir o que se escreveu há pouco a propósito do seu concerto no CCB, refira-se que Mayra Andrade conseguiu em Stória, Stória (Sony) superar a difícil etapa do segundo álbum – e mais difícil ainda para quem tem um primeiro álbum absolutamente brilhante – e voltar a surpreender. Nela, o que é música caboverdiana e o que é o resto (som cubano, música brasileira, jazz...) ainda se notam, mesmo que misturado, mas não será assim por muito tempo.
terça-feira, 16 de Junho de 2009

17 de fevereiro de 2009

GUITARRA PORTUGUESA.COM




Bruno Costa nasceu em Coimbra a 24 de Fevereiro de 1981.
Iniciou o seu estudo de Guitarra Portuguesa, aos 12 anos, com o Mestre Jorge Gomes.
Participa com regularidade em espectáculos em Portugal e no estrangeiro, com os diversos grupos que integra
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Já acompanhou: Vitorino, Janita Salomé, Luis Goes, Rão Kyao, Eddy Jam, Paulo Bragança, Wanda Stewart, Viviane, António Eustáquio, e acompanha com regularidade os melhores interpretes da actualidade, de Fado de Coimbra, Nuno Silva, António Ataíde das Neves, Patrick Mendes, Nuno Farinha, entre outros.


8 de janeiro de 2009

“Amália” já está nos cinemas

O filme, apresentado como uma biografia ficcionada da fadista Amália Rodrigues, custou cerca de três milhões de euros, foi rodado este Verão e contou no elenco com mais de 40 actores e 1300 figurantes.

As filmagens decorreram em mais de 85 décors e em 45 locais diferentes, para recriar cenas de época e locais onde Amália viveu e actuou, como o Olympia, de Paris, e o Brasil, onde viveu.
Todos os 22 fados interpretados no filme foram restaurados e remasterizados a partir dos originais interpretados por Amália. A banda sonora inclui ainda composições originais de Nuno Maló.
Além de se estrear em 66 salas portuguesas, o filme tem já garantida distribuição internacional, em países como China, Holanda e Bélgica, onde Amália Rodrigues fez sucesso.Também está garantida a estreia no Médio Oriente, da Arábia Saudita ao Egipto e aos Emirados Árabes Unidos, onde a fadista foi comparada à diva da canção árabe Umm Kholtoum.
Em 2009, quando se assinalarem dez anos da morte de Amália Rodrigues, o filme será exibido numa mini-série na RTP de dois episódios de 90 minutos.

clic na imagem.

19 de dezembro de 2008

Verdes Anos


Canário Timbrado Espanhol

Verdes Anos fado group is a Portuguese musical group founded in 1996, known for performing and popularizing Coimbra Fado and the Portuguese guitar. Coimbra Fado is a genre of fado originating in the city of Coimbra, Portugal. This fado is closely linked to the academic traditions of the University of Coimbra and is exclusively sung by men; both the singers and musicians wear the black cape during perfomance, the remaining part of the students outfit. It is sung at night, almost in the dark, in city squares, streets, or fado houses.

4 de setembro de 2008

O PROGRAMA PATRIMÓNIO DA RÁDIO CASTRENSE PROMOVE A SUA FESTA ANUAL




FESTA DO PATRIMÓNIO 2008-Este Fim de semana
dia 6 de Setembro, às 21h00 no Cine Teatro de Castro Verde
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Música Popular:
- Grupo Musical “Os Malteses”, de Almodôvar

Viola Campaniça:
Grupo de Cantares “Modas à Campaniça

Variedades:
- José Arménio
- Maria Alice
- Dário Mira
- Rui Pires
Tocador de harmónica:
- Florêncio
Grupos Corais:
- Grupo Coral Feminino e Etnográfico “As Camponesas” de Castro Verde.
- Grupo Coral Infantil e Etnográfico “Os Carapinhas” de Castro Verde.
Poetas Populares:
- Raimundo Emidio Afonso - Ervidel
- Bagacinha - Aljustrel
- Manuel Francisco Nobre – Jungeiros
- António Baltazar – Rosário
- Manuel Mira – Castro Verde
- Anibal Jesuíno – Aldeia dos Fernandes
- Francisco Horta – Porteirinhos
- Manuel Graça
- Abilio Antunes Mátires – Telhada – Stª. Cruz
- António dos Santos Vaz – Ourique
- Aleixo dos Santos
Anedotas:
- Jesuíno Coelho
- + um casal amigo de Portimão
Fado:
- Maria dos Santos
Fruto das emissões regulares do Programa “Património” da Rádio Castrense, a Cortiçol organiza um Encontro Anual dos participantes do programa em ambiente de convívio, com a realização da Festa do Património em Castro Verde.
Este encontro é um contributo para promover a cultura local, reforçar a nossa identidade como povo e sensibilizar para a defesa dos nossos valores culturais mais enraizados, com os quais nos sentimos identificados.
Na sintonia entre a nossa cultura e a aproximação com as pessoas, vão passar pelo palco, grupos corais, poetas populares, ranchos folclóricos, tocadores de instrumentos musicais, acordeon e harmónica, grupos de música popular, contadores de anedotas e cantadores de baldão, entre outros, fazendo deste encontro uma verdadeira festa da cultura popular.
Esta manifestação cultural irá conduzir certamente para o fortalecimento das nossas raízes culturais e possibilitar um olhar de interesse sobre a tradição. Ao mesmo tempo, queremos promover os seus intervenientes, autênticos fazedores culturais, os quais dão um valioso contributo junto da sociedade, construindo pontes de encontro entre o nosso passado e a actualidade.
Vamos dar, também, voz e vez aos poetas populares que, na forma poética de “dizer o indizível”, desfiam palavras ritmadas colocadas em verso sobre a aventura destas duas décadas do programa “Património” e que estão publicadas no livro, com o titulo, “ Património, o Lado de Quem o Ouve”

17 de julho de 2008

Links sobre a Guitarra Portuguesa/Portuguese Guitar


Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay