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9 de junho de 2015

Marcha dos Mercados - Marchas Populares de Lisboa 2015

Marcha de S. Domingos de Benfica

Marcha da Graça

Marcha Popular da Baixa

8 de junho de 2015

Bairros típicos de Lisboa vão-se preparando para os festejos de Santo António


Fazendo uso de tal pretexto, e aproveitando o ar cálido a prenunciar o início do Verão, também se canta, come e bebe. E ri-se, muito. Enfim, celebra-se a vida, num crescendo que culmina na própria noite de Santo António. O fotógrafo e designer espanhol Alvaro Suaréz Trabanco (www.alvarotrabanco.com), a viver em Lisboa, dá-nos o seu olhar sobre um estado de alma a instalar-se no espaço público.

Marcha da Mouraria



“Urbe antiga, povoada pelo mouros escorraçados pela conquista cristã da cidade. A Mouraria é um labirinto de ruas que sobem da praça do Martim Moniz em direcção ao castelo de São Jorge. Tão estreitas que, por vezes, o sol apenas consegue espreitar com esforço”.
Tão antigo como a nacionalidade, o bairro da Mouraria, após a conquista de Lisboa, em 1147, por D. Afonso Henriques, foi o local escolhido para albergar os mouros que se mantiveram na cidade. Era um território próprio que formava um núcleo populacional afastado dos cristãos. Mas antes da vitória dos cruzados, toda aquela zona era transformada por hortas e terras de cultivo. Os mouros dedicavam-se ao fabrico de azeite e *a olaria, ofícios de que restam ainda alguns vestígios, como os velhos lagares. No reinado de D. Manuel l, com a expulsão dos mouros e dos judeus, uma parte do bairro alojou populações cristãs, formando-se assim uma Mouraria a que podemos chamar aristocrática, onde se incluem o Coleginho – o primeiro colégio jesuíta do mundo - , a Igreja de São Lourenço e o Palácio da Rosa. O bairro ganhou má fama quando os marginais e as prostitutas passaram a ser frequentadores assíduos. Como, em regra, uns e outros se dedicavam ao fado, acabou por nascer a fama de que a Mouraria, o fado “canalha”, as cenas de facada e malandragem estavam ligadas por uma espécie de “cordão umbilical”.
Não é possível falar da Mouraria e da rua do Capelão sem recordar a Severa, célebre fadista que ali morou e morreu com apenas 26 anos de idade. O labirinto de ruas que compunha a parte baixa da Mouraria desapareceu na primeira metade do século XX, dando lugar ao espaço que é hoje o largo de Martins Moniz. Com elas desapareceram a antiga igreja paroquial, o palácio do Marquês do Alegrete e o respectivo arco.
Grupo Desportivo Da Mouraria, fundado em 1 de Maio de 1936 e que se transformou numa das mais populares e castiças colectividades de Lisboa.
Organiza a marcha da Mouraria. Neste grupo, em tempos chamado os “Leões da Mouraria, pratica-se luta greco-romana, ginástica, boxe, futebol e ténis de mesa. A colectividade continua a ter como principais objectivos promover o desporto e a cultura. E, neste último caso, o expoente máximo são as sessões na famosa “Catedral do Fado Vadio”.
in : http://www.carlosleiteribeiro.caestamosnos.org/

Marcha de Alfama




“Fado é Alfama. Vadio e cantado ao desafio. Nos restaurantes minúsculos onde os turistas se deliciam com sardinha assada ou nas rascas de pedra, nas escadinhas das ruelas íngremes ou nos becos mais escondidos. Como se o tempo
tivesse parado neste pedaço de Lisboa”.

UM BAIRRO DE MARINHEIROS

Alfama, barro velho da Capital, conserva ainda os traços característicos da Lisboa antes da conquista aos mouros. Nem o sismo de 1755, que devastou boa parte da Capital de Portugal, nem as exigências da evolução dos tempos modernos conseguiram alterar o seu estilo. Nascido fora da alcáçova do castelo, o Bairro de Alfama, transformou-se, a partir do século XlV, num local marinheiro, frequentado por marinheiro, frequentado por pescadores, mareantes e trabalhadores das fainas do rio ou do mar. No seu labirinto de escadinhas, becos e ruelas, Alfama possui grandes riquezas de uma arquitectura única, onde, ainda hoje, se encontram gravados nas pedras sinais que indicam as casas de pilotos e capitães do mar. Nestes sítios de traços singulares é possível tocar nos telhados através das janelas rendadas e dos estendais de roupa a enxugar, tantas vezes, retratados pelos homens das artes. No “Chafariz de Dentro”, dono de um invejável caudal, recolhia-se a água que abastecia as naus que atracavam no Tejo. Toda a sua vida era feita em função do rio e do mar. Mesmo as práticas religiosas eram influenciadas pela actividade marítima. Assim foram surgindo capelas e irmandades, como a dos Remédios e do Espírito Santo.
Ninguém a descreveu melhor que o jornalista e olisipógrafo Norberto de Araújo que tem o seu nome numa das ruas do bairro de Alfama. Este apaixonado por Alfama descrevia-a ao pormenor : “Labiríntica, confusa, aglomerada, polícroma, torturosa, contorcida, cheia de abraços de ruelas e de beijos, arcos, alfujas, becos, escadarias e planos, serventias e pátios, um único Rossio: o “Chafariz de Dentro”; uma única Avenida: Os “Remédios”; um único monumento: a “Torre de São Pedro”; postigos, quintas, cunhais, muros floridos, brasões, balcões, poiais; Cruzes de ermida, registos de azulejos, lápides foreiras, siglas, grades, portais esquecidos, colunas, pedras soltas, restos de muralha; empenas em bico, andares de ressalto, varões de apoio, frestas, balaústres, janelas arrendadas, janelas geminadas, janelas de reixa; mil baiúcas, exércitos de gatos, coros de pregões, tumulto e resignação, arraial perpétuo de roupas estendidas (...); gentes do mar, gentes das oficinas, vendilhões, nuvens de meninos (...).
A Marcha de Alfama é promovida desde 1983 pelo Centro Cultural Dr. Magalhães de Lima. Já obteve resultados excelentes, entre eles, quatro primeiros lugares, dois segundos e dois terceiros. Fundada em 1975, esta colectividade
pretende servir, sobretudo, os jovens o seu bairro, desenvolvendo várias actividades culturais e desportivas: A sua acção junto dos moradores do bairro mereceu o reconhecimento público coma distinção de Membro da Ordem da Liberdade, entregue por Mário Soares, na altura Presidente da República de Portugal..
in http://www.carlosleiteribeiro.caestamosnos.org/Marchas_Populares/Lisboa.htm

Marcha dos Olivais




“O bairro está irreconhecível. A exposição mundial de Lisboa, dedicada aos oceanos, mudou por completo a sua face ribeirinha. Do tempo das oliveiras restam, ainda, a igreja e o coreto dos Olivais velhos”.
A paróquia de Santa Maria dos Olivais é tão antiga como a sua igreja. Os arqueólogos garantem que é habitada desde os tempos pré-históricos. Zona essencialmente agrícola, os Olivais foram sendo progressivamente conquistados pela indústria, chegando a ser considerada das áreas mais industrializadas no século passado. Talvez por isso, foi criado o concelho dos Olivais em 1860, englobando 21 freguesias. Mas esta condição durou apenas até 1886, quando volta a pertencer ao concelho de Lisboa. O território a que se chama Olivais Velho pode considerar-se uma verdadeira ilha no meio dos prédios modernos que o cercam. Essa área, possui uma riqueza histórica relevante. É aqui que se situa a igreja matriz onde, em 1700, existia um tronco de árvore com propriedades milagrosas. Este pedaço de oliveira assinalava a aparição da Nossa Senhora dos Olivais, padroeira do bairro. São ainda, de realçar os azulejos do interior do templo e um cruzeiro do século XVll. Depois, no largo principal, sobressaem o coreto e o chafariz. Hoje em dia, a freguesia de Santa Maria dos Oivais é uma das mais populosas na cidade de Lisboa e, no último ano, viu acrescentada uma mais – valia: a Expo 98, hoje Parque das Nações. Desde 1965, o Centro de Cultura e Desporto dos Olivais Sul (CCDOS) organiza a Marcha Popular dos Olivais, tendo já obtido algumas classificações honrosas. Fundado em 2 de Maio de 1964, o CCDOS, tem essencialmente preocupações de carácter desportivo e social. No plano desportivo, o Clube marcou presença numa série de modalidades incluindo ténis de mesa, basquetebol, andebol e futebol. No atletismo e na ginástica desportiva sobressaem vários recordistas nacionais, dois dos quais conseguiram as marcas mínimas necessárias para estarem presentes nos Jogos Olímpicos de Seul. Também a pesca desportiva merece destaque, pois foi três vezes campeã nacional.
in http://marchaslisboa.blogs.sapo.pt/

Marcha Infantil "A Voz do Operário"



A Sociedade de Instrução e Beneficência A Voz do Operário nasce num contexto histórico que, em grande parte, constitui a causa que preside à sua fundação. Um movimento operário em ascensão, num tempo marcado pela luta contra a monarquia, em que republicanos e socialistas obtêm o apoio significativo das classes laboriosas e cujos ideais não só encontram eco junto destas como as mobilizam para a transformação e a mudança.
Em Portugal, a indústria tabaqueira é, no terceiro quartel do século XIX e segundo o historiador Armando de Castro, aquela que gera o maior volume de negócios. Geradora de lucros volumosos, a indústria dos tabacos despertava o interesse de investidores e, em pouco mais de uma década, o crescimento industrial acelerado dá origem a quase uma vintena de fábricas que empregam perto de cinco mil operários, na sua grande maioria tarefeiros e jornaleiros. Ao aumento da produção não está porém associado o aumento do consumo e, em 1879, uma dura crise atinge a indústria tabaqueira, originando um forte desemprego e agravando as já difíceis condições de vida dos operários da manufactura do tabaco. Sucedem-se as greves e as manifestações, das quais os jornais da época vão dando conta, embora quase sempre, na perspectiva patronal.
Será, aliás, a recusa de um título de então em publicar uma notícia sobre as condições de vida dos operários tabaqueiros que estará na origem da criação do jornal A Voz do Operário. Custódio Gomes, operário tabaqueiro, indignado com a recusa de publicação da referida notícia terá, segundo a tradição, afirmado que “soubesse eu escrever que não estava com demoras. Já há muito que tínhamos um jornal. Bem ou mal, o que lá se disser é o que é verdade. Amanhã reúne a nossa Associação, e hei-de propor que se publique um periódico, que nos defenda a todos, e mesmo aos companheiros de outras classes”.
A proposta foi feita e aceite. Com sede no Beco do Froes (hoje rua Norberto de Araújo), ao Menino de Deus, em Lisboa, nasceu, a 11 de Outubro de 1879, o jornal A Voz do Operário pela mão de um outro operário tabaqueiro, Custódio Braz Pacheco.
mais in Voz do Operário 

Grande Marcha de Lisboa 2015



Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay