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28 de fevereiro de 2019

Viola Beiroa - Bendito das trovoadas

Violas Beiroa

Viola Beiroa - Covilhã Cidade Neve

Viola Beiroa

Viola Beiroa

Construção de Braço de Viola Beiroa

viola beiroa

Orquestra Viola Beiroa de Castelo Branco

Viola Beiroa

Viola Beiroa

VIOLA BEIROA

Viola Beiroa

6 de março de 2017

Apresentada primeira série de Violas Beiroas ‘made in’ Idanha


O modelo da Viola Beiroa construído em Idanha-a-Nova foi apresentado publicamente neste sábado, 4 de março, na conclusão do primeiro curso dedicado à construção deste instrumento tradicional.
Foram apresentados 12 exemplares da Viola Beiroa e dois do “Cavaquinho Beirão” ou “Beiroinha”, uma inovação originada no curso, que corporizam a aposta numa oficina de construção e aprendizagem em Idanha-a-Nova.
“Conseguimos recuperar uma memória do concelho. A partir de agora, a produção regular e o ensino da Viola Beiroa são uma realidade”, referiu João Abrantes, diretor artístico da Filarmónica Idanhense, promotora do projeto em parceria com a Câmara de Idanha-a-Nova.
Armindo Jacinto, presidente da autarquia, manifesta a sua satisfação com os resultados: “Quando idealizámos a nossa estratégia enquanto Cidade Criativa da UNESCO, na área da Música, este era um dos projetos a levar por diante. Construíram-se 12 exemplares da Viola Beiroa com madeiras da melhor qualidade e resgataram-se memórias que fazem parte da nossa identidade. Isso permite-nos valorizar o nosso património cultural, criar autoestima nas populações, integrar de novo a Viola Beiroa nos nossos grupos culturais e internacionalizá-la para o mundo inteiro”, afirma.
Há mais de 50 anos que a Viola Beiroa estava praticamente extinta no concelho de Idanha-a-Nova.
Ao longo de quatro meses, nove formandos aplicaram-se na construção de exemplares sob orientação do mestre Alisio Saraiva, figura central na revitalização do instrumento nos últimos anos.
O curso teve por referência o modelo exposto no Museu Nacional de Etnologia, que era tocado por Manuel Moreira, de Penha Garcia, um dos mais influentes tocadores de Viola Beiroa.
Alisio Saraiva, que há 24 anos estuda o instrumento e é responsável por uma nova e mais versátil afinação, explica que “o modelo antigo não foi apenas recriado como também inovado, no sentido de o tornar mais funcional, sempre com respeito pelos traços que o definem”.
A primeira série de 12 instrumentos vai ser disponibilizada para o ensino da construção e execução da Viola Beiroa e para utilização por grupos tradicionais do concelho de Idanha-a-Nova.
A partir de agora, a Oficina da Música Tradicional está preparada para receber encomendas e comercializar o instrumento para todo mundo.

15 de janeiro de 2016

Viola Beiroa


Alisio Saraiva - Tema em viola beiroa from MPAGDP on Vimeo.

Viola beiroa: Sons tradicionais renascem

A viola beiroa ou "bandurra" já foi grande, chegou mesmo a ser gravada por Michel Giacometti e esteve quase a perder-se quando começou a deixar de ser utilizada com o aparecimento das concertinas. Instrumento delicado, de afinação difícil está agora a renascer numa pequena rua do centro histórico de Castelo Branco, onde a cada seis meses nasce uma nova viola.

A viola beiroa, que toca quase como uma guitarra portuguesa e só se ouvia na 'Dança dos Homens', renasceu para a música. Depois de sete anos a formar tocadores surge agora uma fábrica desta viola, também chamada de "bandurra", onde são construídos estes instrumentos de boca arredondada e pequena com cordas, finas e curtas, que, apesar de não serem "pisadas", são tocadas soltas.

Esta viola tradicional da Beira Baixa tem cinco cordas, tocadas em conjunto e duas requintas, que só servem para afinar. Elísio Saraiva, mestre tocador garante que a viola foi reabilitada com uma nova afinação.

Depois de formados os músicos foi preciso construir uma fábrica de violas que, conta Rodrigo Jerónimo, usa madeira de abeto, a ideal para propagar o som.

A viola não tem segredos mas é preciso adequar a construção ao som e para isso, diz-nos Eduardo Louro, especialista na construção de guitarras, são precisos seis meses.

Toca como uma harpa mas é uma viola. Há mais de 150 anos que não se construíam violas beiroas, instrumento difícil de tocar e que foi deixando de ser usado. Agora no centro de Castelo Branco as violas estão a ser recuperadas, construídas de novo e o instrumento já se ouve de novo pelas romarias e festas da Beira Baixa.


Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay