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29 de março de 2014

164º Aniversário Banda Municipal do Funchal

https://www.youtube.com/watch?v=4W_eIPAjkFg
 30 de Março pelas 10:00h
A Banda Municipal do Funchal realiza concerto dos seus 164º Aniversário a 30 de Março pelas 10:00h, com o seguinte programa:

MARCHA DO 164º ANIVERSÁRIO – Aquilino D. Silva
IRELAND: OF LEGEND & LORE – Robert W. Smith
THE MAELSTROM – Robert W. Smith
LA VEU DE LA TROMPETA – Ferrer Ferran
Solo Trompete: João Arlindo Figueira Faria

OBLIVION – Astor Piazzolla, Arr; M. Mangani
Solo Oboé: Sofia Dias

ARABIAN DANCES – Briam Balmages
GIBRALTAR – Richard Waterer
ANITSCKA – Johan Nijs
HINO DA BANDA MUNICIPAL DO FUNCHAL

6 de maio de 2009

Tomar: Aprovada candidatura da Rota dos Mosteiros



Tomar: Aprovada candidatura da Rota dos Mosteiros
O projecto Mosteiros Portugueses Património da Humanidade, liderado por Tomar e que inclui Lisboa, Alcobaça e Batalha, foi aprovado terça-feira pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC).
O projecto, cuja candidatura havia sido apresentada em Novembro, prevê a promoção integrada e complementar da oferta turística das quatro cidades envolvidas, todas elas detentoras de monumentos classificados como Património da Humanidade.
A Rota dos Mosteiros Património da Humanidade será financiada pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), no âmbito do regulamento específico Política de Cidades «Redes Urbanas para a Competitividade e Inovação» do Programa Operacional do Centro (8,1 milhões de euros) e pelo Programa Operacional Regional de Lisboa (1,6 milhões de euros).
O projecto, a iniciar em Junho e com conclusão prevista para 2010, alicerça-se nos monumentos Património da Humanidade - convento de Cristo, Mosteiro dos Jerónimos, Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça e Mosteiro de Santa Maria da Vitória (Batalha) *****.
Diário Digital / Lusa

24 de abril de 2009

Aves Marinhas dos Açores - O Cagarro


clic



"O Cagarro é a ave marinha mais abundante nos Açores, totalizando cerca de 203.000 casais reprodutores. A população nidificante açoreana representa, no mínimo, 75% da subespécie C. d. borealis existente a nível mundial. Para além dos Açores, a sub-espécie C. d. borealis nidifica também nos arquipélagos da Madeira, Canárias e Berlengas (cerca de 80 casais). O grande declínio que esta espécie registou a nível mundial durante as últimas décadas levou a que se a considerasse como vulnerável....."
clic
Com o propósito de socorrer os cagarros foi criada a campanha SOS Cagarro, que tem por objectivo elucidar as pessoas sobre o perigo que os cagarros correm quando estão em terra e qual a melhor forma de os levar de volta para as praias. Em Outubro e Novembro os cagarros formam grandes bandos a fim de efectuarem migrações até ao Atlântico Sul e Noroeste.

Sai de casa depois de tratar dos amigos que tens !

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Canário timbrado Espanhol

click
Rui Veloso actua hoje em Grândola
Rui Veloso vai regressar esta sexta-feira aos palcos, com um concerto no Parque das Feiras, em Grândola, no qual interpretará alguns dos seus temas mais conhecidos e que há muito tempo não são tocados ao vivo.
O espectáculo integra alguns dos mais conhecidos êxitos do «pai do rock português», nomeadamente «Chico Fininho», «Não Há Estrelas no Céu», «Porto Côvo» ou «Sei de Uma Camponesa», e marcará ainda a estreia de um novo elemento da banda, Rúben Alves, nas teclas.
O intérprete de «Porto Sentido» seguirá depois para a Queima das Fitas de Aveiro, onde actua a 28 de Abril, do Porto, a 9 de Maio, e o Enterro da Gata, em Braga, no dia 14 do próximo mês. No dia 16 de Maio, o músico estará em Espinho, pelas 23:00 horas.
Foi como intérprete de blues que Rui Veloso começou a sua carreira, numa banda de garagem chamada Magara Blues. Toca harmónica desde os seis anos e diz-se apreciador de B.B. King e Eric Clapton, entre outros nomes consagrados. Actuou por duas vezes com o primeiro no Coliseu do Porto e no de Lisboa.
A sua obra foi já reconhecida pelo Estado português na figura do então Presidente da República, Mário Soares, que lhe atribuiu a Grã-Cruz da Ordem do Infante. É o segundo nome da música portuguesa que mais páginas ocupa na «Enciclopédia da Música Portuguesa», só ultrapassado por Amália Rodrigues.
Em 2006, assinalou os 25 anos de carreira, com três concertos, dois no Coliseu do Porto e um no Pavilhão Atlântico. Recentemente, cumpriu o sonho de abrir a sua própria editora, o E
stúdio de Vale de Lobos.
Diário digital

4 de abril de 2009

Onda Culta
Contadores de histórias ibéricos passam a palavra “liberdade”


Canário Timbrado Espanhol( canário de canto)

A Arca – Associação Recreativa e Cultural do Algarve e o grupo andaluz «Piratas de Alejandria» voltam a juntar-se para levar o Festival Contos da Liberdade a vários concelhos da região algarvia.
O evento acontece desde 2003, com o objectivo de celebrar a liberdade, contando para tal com alguns dos mais prestigiados contadores de histórias portugueses e espanhóis.

O Festival Contos da Liberdade decorre entre 2 e 25 de Abril, com várias sessões.
Eis o programa (não inclui as iniciativas previstas para as escolas):

Dia 3 21h30 Biblioteca Municipal de Faro
Grupo «Piratas de Alejandria»
Público-alvo:famílias

Dia 8 14h30 Biblioteca Municipal de Olhão
Grupo «Trimagisto»
Público-alvo:crianças

Dia 11 16h00 Quinta dos Agostos, Santa Bárbara de Nexe
Roda de Contos, com vários contadores

Dia 15 21h30 Biblioteca Municipal de Olhão
Grupo «Piratas de Alejandria»
Público-alvo:famílias

Dia 18 16h00 Ecoteca de Olhão
Tixa e convidados
Público-alvo:famílias

Dia 18 22h00 Espaço da Corredoura, em Tavira
Grupo «Trimagisto»
Público-alvo:adultos

Dia 19 16h00 Alte
Roda de Contos, pelo grupo de Teatro de Estrada

Dia 23 21h30 Biblioteca Municipal de Faro
Ana Gabriel e Patrícia Amaral promovem o espectáculo «Uma snob casa de prostituição literária».
Interdito a menores de 16 anos

Dia 24 15h00 Biblioteca Municipal de São Brás de Alportel
Helena Tapadinhas
Público-alvo:famílias

Dia 24 22h00 Bar Maktostas, Faro / Dia 25 22h00 Sede do Motoclube de Faro

31 de março de 2009

Concerto de Mário Laginha em estreia no FIMA 2009


Canário de canto



'Aida', de Verdi, pela Ópera de Kazan, será o espectáculo inaugural da 31.ª edição de um dos festivais mais antigos de Portugal.
A ópera Aida, de Verdi, interpretada por uma companhia russa, e um concerto escrito pelo músico português Mário Laginha, em estreia mundial, são dois dos principais destaques da edição de 2009 do Festival Internacional de Música do Algarve (FIMA), que começa a 10 de Abril. Depois, e durante quase dois meses, o certame vai apresentar 23 espectáculos de dança, música e recital. A organização cabe ao Turismo do Algarve, que apoia com cerca de 100 mil euros, e ao Teatro Municipal de Faro.
A Aida, pela Ópera de Kazan, é o espectáculo inaugural da 31.ª edição do FIMA, um dos festivais mais antigos de Portugal.
Vai subir ao palco do Teatro das Figuras, em Faro, nos dias 10 e 11 de Abril, fazendo a sua última actuação no Algarve no dia 12, no Pavilhão do Arade, concelho de Lagoa.
O consagrado músico de jazz Mário Laginha, por outro lado, escreveu um concerto erudito para piano, que vai estrear a nível mundial no Algarve, no âmbito do festival, para posteriormente ser gravado e editado, adiantou Osvaldo Ferreira.
O evento nunca recebeu apoios do Ministério da Cultura, mas vai regressar este ano com um investimento da região num total de 300 mil euros. O FIMA vai regressar este ano com um cartaz "melhor", "mais completo" e "mais denso", declarou ontem o director artístico do evento, o maestro Osvaldo Ferreira, durante a conferência de imprensa de apresentação do programa.
O presidente do Turismo do Algarve, António Pina, declarou também, em conferência de imprensa, que se existirem apoios do Ministério da Cultura, o Festival Internacional de Música do Algarve pode regressar em 2010 com a novidade das "residências artísticas".
Trazer companhias de dança para fazer workshops, ou convidar músicos consagrados para fazer masterclasses no Algarve são alguns exemplos de residências artísticas que vão ser propostos pela organização do FIMA, entidade que conta candidatar-se ainda durante este ano a fundos comunitários através do Ministério da Cultura.
São esperados ainda espectáculos com a Orquestra Gulbenkian, que não actua no Algarve há mais de quatro anos, a Orquestra Nacional do Porto, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, a Orquestra da Extremadura (Espanha) e ainda da Orquestra do Algarve.
Actuações terão lugar em vários auditórios do Algarve até 31 de Maio.
O Ballet Nacional de Espanha vai apresentar-se no Pavilhão do Arade, nos dias 8 e 9 de Maio, para apresentar o mais recente trabalho intitulado SMS (Sevilha-Madrid-Sevilha).
A Orquestra Gulbenkian, por outro, vai trazer ao Algarve dois programas diferentes. Um primeiro, específico para o Pavilhão do Arade, realiza-se a 30 de Maio, pelas 21.30, e outro para o Auditório de Olhão, que se realiza a 31 de Maio, no último dia do FIMA.
O Casino de Vilamoura, no dia 29 de Maio, e o Hotel Grande Real Santa Eulália, em Albufeira, a 26 de Maio, vão também servir de palco para o FIMA, recebendo o espectáculo PaGAnini, apresentado pelo Quarteto Yllana.
A Companhia Nacional de Bailado também actua a 28 e 29 de Abril no Centro Cultural de Lagos e a 2 de Maio no Teatro das Figuras
, em Faro. Já as Caldas de Monchique recebem, pela primeira vez no âmbito do FIMA, um recital de piano.
Os ingressos para o FIMA não excedem os 35 euros por pessoa, e muitos deles são mesmo gratuitos, nomeadamente recitais em igrejas.




9 de março de 2009

Maestro Victorino d´Almeida estreia «Sinfonia do Funchal»



O maestro António Victorino d´Almeida apresenta em estreia no sábado a sua «Sinfonia do Funchal» num concerto a realizar na capital madeirense.
O maestro foi convidado para dirigir a
Orquestra Clássica da Madeira (OCM)no âmbito do festival que decorre este ano na região para assinalar os 200 anos da morte do compositor austríaco Franz Joseph Haydn.
Neste contexto, Victorino d´Almeida dirigirá a OCM na execução da Sinfonia n.º 49, em Fá menor, «A Paixão».
Este ciclo de concertos trará ao longo do ano à Madeira outros músicos e maestros, casos de António Lourenço, o pianista António Oliveira e o violoncelista Lászlo Szepesi.
O programa inclui a estreia na região de Nuno Miguel Henriques e a estreia mundial da peça «Romanza e Rondo», de Pedro Faria.
Diário Digital / Lusa

23 de janeiro de 2009

Festival de Blues da Guarda regressa a 5 de Fevereiro






O grupo Nobody´s Bizness assinala a presença portuguesa na terceira edição do InBlues - Festival de Blues da Guarda, que decorre no Teatro Municipal da Guarda (TMG) entre 5 e 27 de Fevereiro.
A actuação dos Nobody´s Bizness ocorre a 26 de Fevereiro, sendo o terceiro espectáculo do certame. O grupo, uma formação de Blues acústico da zona de Lisboa, vê neste concerto «um desafio algo especial», afirmou Manuel Pais, um dos vocalistas.
«Temos poucas bandas de Blues em Portugal e poucos espaços para ouvir este estilo de música, de forma que é sempre de louvar este género de iniciativas», analisa o músico, rematando ainda que «este é um festival quase único no nosso País».
Manuel Pais é, paralelamente à Nobody´s Bizness, responsável pelo bar Catacumbas, no Bairro Alto em Lisboa, «um dos poucos sítios onde se pode ouvir Jazz e Blues na capital», sintetiza. «O Blues em concreto é visto como um estilo algo maldito, mas o curioso é que há muitas pessoas que gostam do género, mas não sabem verdadeiramente que o que estão a ouvir é Blues».
O grupo Nobody´s Bizness é formado por «seis músicos desde 2005, sendo que no começo a banda era composta apenas por quatro elementos», descreveu o músico.
O InBlues arranca no dia 5 de Fevereiro com o francês Benjamin Tehoval, músico nascido em Estrasburgo com carreira no Blues e «colaborações em vários projectos musicais que vão do Jazz ao Rock, como Nancy Jazz Compulsion ou L´Echo des Bananes», divulga a organização.
O festival prossegue no dia 20 com o grupo britânico Sons of the Delta, da dupla Mark Cole e Rick Edwards, e cujo último álbum, «Made in Mississippi», remonta a 2006. Depois do concerto no dia 26 do colectivo Nobody´s Bizness, o InBlues encerra com o inglês Honeyboy Hickling, no dia 27. O músico trabalhou no passado com Steve Marriott, gravou com Bo Diddley e estará acompanhado no TMG por Bob Wilson, Tony Baylis e Tony Stuart.
Diário Digital / Lusa

15 de outubro de 2008

Ave rara observada no refúgio ornitológico Estuário do Douro


O pilrito-de-colete foi visto pela quarta vez este ano em Portugal, agora no Estuário do Douro. A ave, originária da Ásia, pode migrar até à Europa no Inverno, mas raramente chega tão a Sul.
O novo avistamento, confirmado pelo Comité de Raridades da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), prova que o refúgio ornitológico tem boas capacidades de atrair aves.
"Isto só vem confirmar que se trata de um local com poder de atracção para as aves migratórias", afirmou Nuno Oliveira, coordenador deste refúgio ambiental.
Nuno Oliveira recordou que esta espécie "nunca tinha sido avistada no Estuário do Douro" e que, mesmo em Portugal, é "muito rara".
O Calidris melanotos é uma espécie que nidifica na tundra pantanosa da Ásia e, no Inverno, pode ocasionalmente ser observada na Europa, mas raramente tão a sul. Este ano já tinham sido confirmados dois avistamentos em Alcochete e um na Ria Formosa.
O Refúgio Ornitológico do Estuário do Douro foi inaugurado no início de Junho na Bacia de Sampaio, em Gaia, abrangendo uma área com cerca de 20 hectares onde já foram referenciadas mais de 100 espécies de aves.
Na perspectiva de Nuno Oliveira, "este refúgio é um importante ponto de apoio à nidificação das aves e às migrações".
"É uma área importante no contexto das zonas húmidas de que as aves necessitam para se alimentarem e descansarem durante as rotas migratórias", frisou, acentuando que este refúgio ornitológico se assume como uma espécie de “área de serviço” para as aves migratórias.
Este espaço de preservação ambiental deverá, dentro de alguns meses, ser a primeira Reserva Natural Local criada em Portugal por iniciativa autárquica.
A criação da reserva foi aprovada pela Câmara de Gaia em finais de Agosto, decorrendo actualmente o período de discussão pública, que termina em meados de Novembro.
O projecto terá depois que ser aprovado pela Assembleia Municipal de Gaia, seguindo-se a publicação no Diário da República.
"Este novo estatuto jurídico vai permitir que a reserva tenha um regulamento próprio, com força de lei", salientou Nuno Oliveira. O biólogo acrescentou que "a integração no sistema nacional de áreas protegidas também facilita o acesso aos fundos comunitários".
Diário Digital / Lusa

31 de julho de 2008

Festival Andanças - Carvalhais - S. Pedro do Sul




Entre as novidades deste ano salienta-se uma oficina de danças portuguesas (as Pauliteiras de Miranda do Douro - a prova de que as tradições estão vivas e em movimento), um estilo americano (lindy hop) e outro cabo-verdiano (canizade). Lindy hop é o ritmo que originou o swing e posteriormente o rock. É a famosa crazy dance dos anos 30, nascida no Harlem, o mais conhecido bairro negro de Nova Iorque. Foi a partir do lindy hop e respectiva riqueza coreográfica, permeada de loucos passos aéreos e solos, que a partir dos anos 50 surgiram diferentes estilos de rock'n'roll e swing, como o jive, o rock acrobático e outras variações.
Quanto à dança cabo-verdiana, muito popular no Andanças, é normalmente associada aos ritmos musicais mais populares, como a morna, a coladeira, o funaná, o batuque, o colá e o talaia-baixo. Mas persiste, sobretudo nas ilhas de Boa Vista, Santo Antão, Brava e São Nicolau, a tradição de danças como o xotice, a contradança, a mazurca, a polca e o canizade. Esta última estará presente no Andanças este ano pela primeira vez com uma curiosidade única: os dançantes não devem ser reconhecidos, razão pela qual colocam uma máscara enquanto dançam. O desafio está em levar máscara ou fabricar uma no Andanças antes de fazer esta oficina.Quanto aos bailes, o festival continua a explorar a incrível diversidade de danças europeias: húngaras, balcânicas, bascas, ciganas, bálticas, belgas, do poitou, italianas, galegas, catalãs, mediterrânicas, etc. Vale ainda a pena prestar atenção aos inúmeros instrumentos pouco comuns que serão ouvidos no Andanças, como o kannel (saltério báltico tocado pelos Viis, Estónia) ou o Trikitixa (acordeão diatónico tocado pelos Patxi Eta Konpania, País Basco). Para além de alimentar a curiosidade pela diversidade, o Andanças procura ainda lembrar que a música popular (também) é sinónima de identidade e muitas vezes de sobrevivência: para minorias étnicas como os Chango, que vivem no norte da Roménia, a participação dos Észtenas (Hungria) no Andanças pode ser a única maneira que possuem de nos fazerem saber que existem. Em relação a grupos portugueses, alguns nascidos em anteriores edições do Andanças, muitos irão ao Festival apresentar os seus novos projectos discográficos - importa estar atento e ficar a par das novas tendências em “música de dança”.
O Andanças encerrará com um baile abrilhantado pela Banda Filarmónica de Castro Verde, após um desfile por onde esvoaçará um pássaro gigante (uma colaboração do Teatro Acert). Golpe de Asa é o nome de uma produção teatral de rua que consubstancia muita da magia do Andanças - o imaginário popular complementado por um imaginário contemporâneo para veicular o desejo de que a relação humana com a natureza seja uma relação de esperança num futuro centrado na paz, na poupança de recursos, no trabalho comunitário, na igualdade e na diversidade. Central à produção, estará uma estrutura em forma de pássaro, movida a energias limpas: um pequeno motor eléctrico e muita mecânica fazem movimentar todas as partes desta marioneta gigante, tal como os 1000 voluntários do Andanças fazem rodar o festival.
in destake

19 de junho de 2008

Braga: Festival musical ajuda crianças com doenças crónicas


André Sardet, Blind Zero, Adelaide Ferreira e Patrícia Candoso actuam sábado, em Braga, num festival de solidariedade para ajudar a angariar fundos para crianças vítimas de doenças crónicas, anunciou hoje fonte da organização.

Segundo a fonte, o festival de música que decorre, à tarde, no Estádio Axa, visa a angariação de fundos para equipar uma Unidade Móvel de Apoio ao Domicílio (UMAD II) para a Fundação do Gil.
O evento, que conta com a organização e o apoio da Fundação AXA Corações em Acção, inclui o sorteio de uma viagem ao Brasil para duas pessoas.
O equipamento de uma segunda UMAD permitirá alargar o apoio clínico e social ao domicílio a um maior número de crianças, vítimas de doenças crónicas.
A Fundação estima que «70 crianças por ano possam ser devolvidas ao seio familiar com este novo veículo, o que contribuirá para desocupar camas de hospital».
A primeira UMAD, lançada há dois anos pela Fundação do Gil, possibilitou já a reinserção, nas suas casas, de mais de uma centena de crianças internadas em hospitais, mediante a prestação de apoio clínico, social e de formação às famílias. Apresentado por Fernanda Freitas, o espectáculo envolve também os Pequenos Violinos - Paganinus, as bandas Gentlemen Strip Club, Steel Velvet e a Azeituna e a tuna da Universidade do Minho.
O «bilhete» de entrada para o Festival de Solidariedade - uma t-shirt alusiva ao evento, com preço simbólico - encontra-se disponível nos espaços comerciais AXA e nos balcões do Barclays Bank, onde foi também aberta uma conta de solidariedade para recolha de donativos
.
Fundada em 1998, a Fundação AXA Corações em Acção é uma instituição particular de solidariedade social (IPSS).
Em 2007, apoiou 56 instituições em áreas de intervenção cruciais, como as ligadas a crianças, idosos, pessoas com deficiência, sem-abrigo e toxicodependentes.
Criada em 1999, a Fundação do Gil tem como objectivos contribuir para o bem-estar, para a valorização pessoal e para a plena integração social das crianças e dos jovens que se encontram internados, por períodos prolongados, em unidades hospitalares, prisionais ou outras.
Diário Digital / Lusa

17 de junho de 2008

Solstício de Verão assinalado em Portugal no fim-de-semana


O solstício de Verão vai ser assinalado no próximo fim-de-semana em Portugal, numa iniciativa inédita, com a recriação da experiência do sábio grego Eratóstenes, que permitiu determinar com precisão o raio da Terra.

Há mais de 2000 anos, no solstício de Verão, Eratóstenes, matemático, geógrafo e astrónomo, utilizando as sombras projectadas pelo Sol em dois locais do actual Egipto e cálculos geométricos muito simples, foi capaz de determinar o raio da Terra com precisão.
Para comemorar o feito «notável», os centros Ciência Viva de Estremoz e de Constância e a Câmara Municipal de Estremoz associaram-se num conjunto de actividades que vão permitir que jovens em todo o país recriem a experiência de Eratóstenes.
O coordenador do Centro Ciência Viva de Estremoz, Rui Dias, disse hoje à agência Lusa que, além da recriação da experiência do sábio grego, a iniciativa pretende também permitir que os jovens percebam como resultaram muitos dos avanços da ciência.
«É preciso que os jovens percebam que muitos dos avanços científicos, que permitiram o desenvolvimento tecnológico actual, resultaram mais da intuição genial de alguns cientistas do que de complicadas experiências ou do recurso a cálculos e equipamentos muito sofisticados», salientou o responsável, também professor da Universidade de Évora.
No sábado, em vários locais públicos de todo o país, entre as 10:00 e as 15:00, vão ser realizadas medições relacionadas com a trajectória solar, que serão disponibilizadas em tempo real na Internet.
Depois, entre as 15:00 e as 17:00, todos os locais que participam na actividade vão utilizar os dados recolhidos para determinar algumas das principais dimensões da Terra.
No Ano Internacional do Planeta Terra, a iniciativa termina com uma volta em bicicleta ao Sistema Solar à escala do concelho de Estremoz, um dos quatro sistemas solares à escala existentes em todo o mundo.
O início do passeio científico decorre às 18:00 de sábado, estando o fim previsto para as 1:h00 de domingo.
Pelo meio, realiza-se um acampamento em plena planície alentejana, onde haverá uma observação nocturna do céu, orientada pelo professor Máximo Ferreira, do Centro Ciência Viva de Constância, música e contos com os astros.



in:diario digital

16 de junho de 2008

Há uma nova ave marinha


Descoberta. Foi identificada nova espécie de ave marinha endémica de Portugal - estudos genéticos confirmam que a freira-do-bugio, que habita o ilhéu mais a sul das Desertas, é diferente das suas 'primas' que nidificam na Madeira e em Cabo Verde. Em comum só o facto de estarem em risco de extinção

População desta espécie é inferior a 200 casais reprodutores

Durante anos, a freira-do-bugio, que habita uma zona restrita do ilhéu mais a sul do arquipélago das Desertas (Madeira), e a freira-de-cabo-verde foram consideradas a mesma espécie, até porque morfologicamente são perfeitamente idênticas.

A bióloga Susana Fontinha, do Parque Natural da Madeira, iniciou o estudo destas aves pelágicas (vivem grande parte do seu tempo em oceano aberto) há duas décadas e logo surgiram as primeiras dúvidas. Razão por que o Parque Natural solicitou à Universidade da Madeira o estudo genético das aves. O resultado, tornado público no final de Maio, veio demonstrar que, afinal, há uma nova espécie de ave marinha em Portugal - a Pterodroma feae.

"Devido ao isolamento reprodutor e até por mecanismos comportamentais, as duas espécies de freiras não se cruzam", explicou ao DN, José Jesus, professor e membro do Laboratório de Genética da Universidade da Madeira, investigador que estudou a sequência dos genes, provando diferenças moleculares evidentes entre as espécies do Bugio e de Cabo Verde.

O trabalho é o culminar do programa 'SOS Freira do Bugio', coordenado pela bióloga Dília Menezes, que visa a protecção desta ave. O projecto, com um orçamento de um milhão de euros, contou com o apoio financeiro do Projecto Life e da parceria com a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) e decorreu em várias etapas, passando pela irradicação do murganho (rato endémico da Madeira) e do coelho, o estudo do habitat da freira-da-madeira e, posteriormente, da freira-do-bugio.

No ano passado, uma equipa deslocou-se a Cabo Verde, para recolha de amostras de sangue. A conclusão é de que a freira-do-bugio, tal como a da Madeira (Pterodroma madeira) e a de Cabo Verde (Pterodroma mollis) são geneticamente diferentes. Em comum apenas a extrema vulnerabilidade, exigindo uma gestão e conservação constantes.

A freira-do-bugio, por exemplo, encontra-se referenciada em anexos da Directiva Aves e da Convenção de Berna. A sua área de nidificação está classificada como Zona de Protecção Especial e Sítio de Interesse Comunitário da Rede Natura 2000 e incluída na Reserva Natural das Ilhas Desertas, tendo uma população inferior a 200 casais.

A colónia que nidifica na ilha da Madeira, na parte oriental do Maciço Montanhoso Central (serras do Areeiro), acima dos 1600 metros, tem uma população extremamente reduzida, não mais de 80 casais, sendo considerada uma das aves marinhas mais raras do mundo, tendo sido considerada extinta até finais da década de 60.

A freira-do-bugio está naturalmente mais protegida pela difícil acessibilidade do ilhéu, cortado em escarpa. Contudo, partilham a mesma dificuldade reprodutiva. As Pterodromas precisam de cinco anos para chegar à fase adulta e só colocam um único ovo por ano, num buraco escavado no solo, alvo fácil de predadores, como o murganho.

Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay