3 de abril de 2016

Portugal lidera Rede Europeia de Cidades do Vinho

Reguengos de Monsaraz, Cartaxo, Lamego e Palmela integram a administração do organismo que engloba 11 países. Um dos objectivos é criar uma rede de museus do vinho na Europa.



A Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV) foi hoje eleita para liderar a Rede Europeia de Cidades do Vinho, com o autarca alentejano de Reguengos de Monsaraz, José Calixto, a assumir a presidência.
O ato eleitoral, que culminou na escolha da candidatura da AMPV, teve lugar hoje à tarde na assembleia-geral da Rede Europeia de Cidades do Vinho (RECEVIN), que decorreu na localidade italiana de Valdobbiadene.
Em comunicado, a AMPV revelou que o presidente da Câmara de Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora, foi eleito como presidente da RECEVIN e que também os autarcas dos municípios de Cartaxo, Lamego e Palmela vão integrar o conselho de administração da rede europeia.
A eleição de José Calixto "é um justo reconhecimento do trabalho extraordinário que fez em Reguengos de Monsaraz enquanto Cidade Europeia do Vinho em 2015 e será muito importante para dar um novo impulso a esta rede europeia", congratulou-se o presidente da AMPV e da Câmara de Cartaxo, Pedro Magalhães Ribeiro.
O mesmo autarca destacou a "forte" representação portuguesa na RECEVIN (Reguengos de Monsaraz, Cartaxo, Lamego e Palmela), considerando que "espelha o reconhecimento internacional do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela AMPV e pelos seus associados".
Na assembleia-geral da RECEVIN hoje realizada, acrescentou, ficou também decidido que todas as cidades portuguesas associadas da AMPV vão passar a integrar esta rede europeia de cidades do vinho.
José Calixto, o novo presidente da RECEVIN, sucedendo no cargo ao italiano Pietro Iadanza, assumiu que, entre outras propostas, pretende "estabelecer uma estrutura de acesso aos fundos comunitários", assim como "constituir as Rotas do Vinho da Europa".
No seu mandato à frente da RECEVIN, o autarca alentejano, citado pela Câmara de Reguengos de Monsaraz, destacou que vai também "trabalhar o enoturismo com todos os parceiros europeus" e criar "uma rede de Museus do Vinho da Europa" e "uma grande base de dados dos territórios vinhateiros da Europa".
Outras prioridades vão ser "promover os interesses comuns das regiões vitícolas na economia europeia, reforçar a representação das diversas regiões junto das instituições europeias e posicionar um espaço/grupo de trabalho em Bruxelas que vise a defesa dos territórios produtores de vinho e, simultaneamente, valorize e aumente a dimensão" da RECEVIN.
Depois de Reguengos de Monsaraz ser Cidade Europeia do Vinho 2015, este "selo" é, em 2016, ostentado por Conegliano e Valdobbiadene, que lideram o grupo de 15 cidades da região italiana do vinho "Prosecco Superiore".
A Rede Europeia das Cidades do Vinho integra cidades da Alemanha, Áustria, Bulgária, Eslovénia, Espanha, França, Grécia, Hungria, Itália, Portugal e Sérvia conhecidas pela qualidade da sua produção de vinho.