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11 de março de 2017

Os Vocalistas


esta Música oriunda das Astúrias e traduzida para Português pelo Professor José Filipe de Aljustrel, posteriormente cantada pelo Grupo Coral dos Mineiros de Aljustrel a quem dedicamos esta Moda.

23 de agosto de 2016

Zebra finch call prepares their eggs for climate change



Scientists have long worried whether animals can respond to the planet’s changing climate. Now, a new study reports that at least one species of songbird—and likely many more—already knows how to prep its chicks for a warming world. They do so by emitting special calls to the embryos inside their eggs, which can hear and learn external sounds. This is the first time scientists have found animals using sound to affect the growth, development, behavior, and reproductive success of their offspring, and adds to a growing body of research revealing that birds can “doctor” their eggs.

“The study is novel, surprising, and fascinating, and is sure to lead to much more work on parent-embryo communication,” says Robert Magrath, a behavioral ecologist at the Australian National University in Canberra who was not involved in the study.

The idea that the zebra finch (Taeniopygia guttata) parents were “talking to their eggs” occurred to Mylene Mariette, a behavioral ecologist at Deakin University in Waurn Ponds, Australia, while recording the birds’ sounds at an outdoor aviary. She noticed that sometimes when a parent was alone, it would make a rapid, high-pitched series of calls while sitting on the eggs. Mariette and her co-author, Katherine Buchanan, recorded the incubation calls of 61 female and 61 male finches inside the aviary. They found that parents of both sexes uttered these calls only during the end of the incubation period and when the maximum daily temperature rose above 26°C (78.8°F).

To find out whether the calls somehow prepared the chicks for higher temperatures, the scientists artificially incubated 166 eggs at a standard temperature of 37.7°C (99.9°F). During the last 5 days of incubation, they exposed the eggs to either recorded incubation calls or the parents’ normal contact calls.

more in sciencemag.org

Ave australiana canta aos ovos para avisar que está calor


Um mandarim macho CHRIS TZAROS

É uma surpresa no mundo animal. Uma ave australiana consegue activamente influenciar o desenvolvimento da sua descendência quando os embriões ainda estão nos ovos. Nos dias mais quentes, os progenitores da espécie mandarim (Taeniopygia guttata) têm um canto especial para os seus ovos. Isso faz com que os pintos, depois de saírem dos ovos, cresçam menos do que outros indivíduos da espécie que não ouviram o canto especial, mostra um estudo publicado na revista científica Science.

Estudos feitos no passado mostravam que os embriões dentro dos ovos conseguiam ouvir e até emitir sons. Este tipo de comunicação tem importância na vida das aves. Segundo o artigo: “Já se tinha descoberto que a comunicação acústica pré-natal pode influenciar a sincronização da altura em que os pintos saem do ovo e permitir aos embriões pedirem aos progenitores para incubarem os ovos.”

Mas esta capacidade dos mandarins tinha passado despercebida até agora. Estas aves vivem em habitats secos na Austrália. Uma das suas características comportamentais é produzirem ninhadas quando há bom tempo, independentemente das estações do ano.

Mylene Mariette, co-autora do artigo com Katherine Buchanan, ambas do Centro de Ecologia Integrativa da Universidade de Deakin em Waurn Ponds, na Austrália, foi quem identificou a existência destes cantos especiais, que tanto as fêmeas como os machos fazem quando o parceiro ou a parceira está longe do ninho.

A curiosidade levou Mylene Mariette a tentar descobrir a razão destes cantos. A investigadora verificou que os cantos só se davam nos últimos cinco dias do desenvolvimento dos embriões dentro dos ovos e apenas quando a temperatura máxima desse dia ultrapassava os 26 graus Celsius.

22 de outubro de 2015

Poluição contribui para 7 milhões de mortes por ano


A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que é preciso com urgência reduzir as emissões dos gases ozono, metano e carbónico e do dióxido de carbono, porque todos contribuem para o aquecimento global e causam mais de 7 milhões de mortes prematuras por ano devido a problemas de saúde ligados à poluição do ar.

Um relatório hoje divulgado pela agência destaca que mas intervenções dos governos podem inverter o quadro, melhorar a segurança alimentar e até aumentar a actividade física da população.
AOMS está a recomendar, pela primeira vez, ações aos Ministérios de Saúde e Ambiente e a governos nacionais e locais, que levem à redução das emissões daqueles gases.
A agência da ONU calcula que aquelas medidas podem prevenir 3,5 milhões de mortes prematuras por ano até 2030 e salvar até 5 milhões de vidas até 2050.
A OMS confirma que já estão disponíveis 20 ações de baixo custo para mitigar os efeitos dos poluentes atmosféricos, medidas que incluem reduzir as emissões de gases dos veículos, utilizar combustíveis renováveis, diminuir o desperdício de alimentos e prevenir as mudanças climáticas.
Outras intervenções são mais complexas, porém necessárias. Uma é reduzir as emissões de gases dos veículos, o que pode ser feito com a implementação de padrões mais altos de eficiência para diminuir a liberação do gás carbónico e outros poluentes.
Com isso, a qualidade do ar também melhora e, assim, diminuem os casos de doenças respiratórias. Outra medida é investir em alternativas aos carros, ou seja, em transportes públicos e criar vias seguras para pedestres e ciclistas. Nos dois últimos casos, o cidadão tem até a possibilidade de praticar uma atividade física.
A OMS lembra também a existência de 2,8 mil milhões de pessoas com baixa rendimentos que dependem de carvão e de outros combustíveis sólidos para cozinhar e se aquecerem, aumentando as possibilidades de doenças respiratórias. Nestes casos, é preciso fornecer alternativas, como combustíveis mais limpos e fogões mais eficientes.
Para as populações de rendimento alta e médio, a OMS aconselha o aumento do consumo de vegetais, para reduzir os riscos de doenças do coração e de cancro, e diminuir as emissões do gás metano, associado a alimentos de base animal.
A OMS lembra que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável têm uma meta específica sobre saúde global: até 2030, os países devem reduzir o número de mortes e de doenças causadas por químicos e poluentes do ar, do solo e da água.


1 de julho de 2015

Cheiro funciona como bússola de pássaros no céu; o fim de 40 anos de debate

Como é que os pássaros encontram o seu caminho em meio a oceanos extensos? Esta quarta-feira pesquisadores publicaram uma possível explicação na revista da Royal Society britânica: o seu GPS é o nariz.

Enquanto os seres humanos podem se perder no espaço de dois segundos e a dois passos da casa, as aves marinhas voam durante dias e noites sobre os oceanos, encontram a sua refeição favorita e regressam para o seu ninho sem nunca se perder.


Estudos prévios já demonstraram a capacidade dessas aves para localizar as suas colónias de reprodução, muitas vezes localizadas em pequenas ilhas perdidas no mar, graças a odores transportados pelo vento.

Investigadores portugueses, ingleses e italianos avançaram um pouco mais na solução deste mistério que fascina cientistas há décadas: as aves marinhas, como os albatrozes, os petréis e as pardelas usam algum tipo de odor para se orientar através da imensidão azul sem referência visual.

Os cientistas analisaram os modelos de voo de 210 aves pertencentes a três espécies de cagarras, com a ajuda de gravadores de GPS durante o período de incubação e criação dos filhotes.

Com base nessas análises de voo e dados estatísticos, os pesquisadores demonstram que as aves marinhas são guiadas pelo seu sentido de cheiro e navegam usando uma imagem mental de cheiros locais, transportados pelos ventos locais.

«O acordo entre as previsões teóricas e as observações foram chocantes, uma grande surpresa», explicou o britânico Andrew Reynolds do Instituto de Pesquisas Rothamsted, um dos principais autores deste trabalho.

O dimetilssulfito - que vem em grande parte do plâncton em suspensão na água - ou de outros odores típicos dos locais podem formar uma paisagem olfactiva. E essas aves, que vivem um longo tempo, pode aprender a memorizar esses cheiros.


«As nossas descobertas põem fim a 40 anos de debate sobre a navegação das aves», afirmou Andy Reynolds.

27 de outubro de 2009

Amnistia acusa Israel de restringir água a palestinianos

O grupo de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional (AI)afirmou hoje num relatório que restrições israelitas impediram que palestinianos recebessem água suficiente na Cisjordânia ocupada e na Faixa de Gaza.


 O relatório afirma que o consumo diário de água per capita de Israel é quatro vezes maior que nos territórios palestinianos.
«A água é uma necessidade básica e um direito, mas para muitos palestinianos conseguir uma quantidade substancial de água, ainda que de má qualidade, torna-se um luxo com o qual eles mal podem arcar», afirmou Donatella Rovera, da Amnistia.














Um porta-voz do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, desmentiu a afirmação da Amnistia de que Israel está a privar os palestinianos de água, afirmando que o comunicado é «irracional».
 Israel afirma que cumpre com as suas obrigações estabelecidas no acordo de Oslo de 1993 e acusa os palestinianos de não cumprirem as suas próprias obrigações de reciclar água e que não estão a distribuir água de forma eficiente. «Israel abasteceu os palestinianos com 20,8 milhões de litros cúbicos acima do que tinha obrigação segundo o acordo», afirmou o porta-voz de Netanyahu, Mark Regev.
Israel, que enfrenta uma escassez de água sem precedentes e a elevação das tarifas, controla boa parte do abastecimento da Cisjordânia através de um aquífero que liga Israel ao território. Israel vende parte da água de volta aos palestinianos sob quotas estabelecidas no acordo de Oslo, mas grupos de direitos humanos dizem que não foram feitos ajustes no fornecimento de acordo com o crescimento populacional.
A AI afirma que o consumo de água em Israel é de 300 litros por dia por pessoa, enquanto na Cisjordânia e na Faixa de Gaza o consumo se situa em 70 litros por dia. Israel alega que os números estão enganados porque levam em conta a distribuição interna e não se compara ao total de água consumido, afirmando que os números totais são de 408 litros para israelitas e 287 litros para os palestinianos.
Diário digital

Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay