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20 de setembro de 2018

Poluição do ar pode aumentar risco de demência

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A poluição atmosférica provoca doenças respiratórias e cardiovasculares, além de cancro do pulmão, e estudos científicos também já a correlacionaram com danos no ADN e no sistema imunitário, apontando-a ainda como possível causa de demência, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Uma nova pesquisa em Inglaterra vem agora reforçar esta última ligação. “Descobrimos evidências que associam os níveis de poluição do ar em Londres a diagnósticos de demência”, lê-se nas conclusões de uma equipa de investigadores de três universidades londrinas

A REALIDADE PORTUGUESA

De acordo com o mais recente relatório Health at a Glance, da OCED, publicado em 2017, Portugal é o quarto país com maior prevalência de demência entre os 44 analisados (os 36 que fazem parte da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico e oito candidatos e integrá-la). No ano passado, apenas Japão, Itália e Alemanha apresentavam mais casos de demência por cada mil habitantes. Para 2037, com o envelhecimento da população, a estimativa aponta para que Portugal ultrapasse a Alemanha.
O mesmo relatório indica, por outro lado, que 24% da população portuguesa esteve exposta, em 2015, a níveis de partículas finas inaláveis acima do recomendado pela OMS. Entre os 44 países analisados, a maioria viu toda a sua população à mercê destes poluentes, considerados os mais perigosos. Dos nove países com melhor desempenho do que Portugal, Islândia, Canadá, Nova Zelândia, Suécia, Finlândia e Austrália foram os únicos capazes de manter todo o seu território abaixo do limite recomendado.

3 de maio de 2018

Nove pessoas em cada 10 respiram ar poluído

Cerca de 7 milhões de pessoas morrem todos os anos devido a poluíção do ar


Nove pessoas em cada 10 respiram ar poluído, anunciou esta quarta-feira a Organização Mundial da Saúde, OMS. A agência da ONU calcula que 7 milhões de pessoas morram todos os anos devido à poluição do ar no ambiente ou dentro das casas. 
O diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que “a poluição do ar ameaça toda a gente, mas são os mais pobres e marginalizados que carregam o maior fardo. ” Segundo ele, “se não forem tomadas ações urgentes, nunca será possível alcançar o desenvolvimento sustentável. ”

Mortes

A exposição a partículas poluentes causa vários problemas de saúde, como doenças cardíacas, cancro dos pulmões ou infeções respiratórias.
Em 2016, 4,2 milhões de pessoas morreram devido à poluição do ar ambiental. A poluição dentro de casa causou outras 3,8 milhões de mortes. Mais de 90% destes casos acontecem em países em desenvolvimento, sobretudo na Ásia e África.
Este tipo de poluição causa várias doenças não comunicáveis. Segundo a OMS, é responsável por 24% de todas as mortes por doença cardíaca em adultos, 25% de todos os acidentes cardiovasculares, 43% das vítimas de doença pulmonar obstrutiva crónica e 29% de cancro pulmonar.

Regiões

A nível regional, os piores locais do planeta são o Mediterrâneo oriental e o Sudoeste Asiático, onde os níveis ultrapassam cinco vezes as recomendações da OMS. Seguem-se algumas cidades de África e do Pacífico ocidental.
Em algumas cidades de países europeus desenvolvidos, a poluição do ar baixa a expectativa média de vida entre dois a 24 meses, dependendo dos níveis.
Banco Mundial/Kim Eun Yeul
Cairo, no Egito, fica numa das regiões onde os níveis de poluentes são mais altos.

Lares

Cerca de 3 bilhões de pessoas, mais de 40% da população mundial, não têm acesso a formas seguras de cozinhar e aquecer as suas casas.
O diretor da OMS considerou “inaceitável que mais de 3 biliões de pessoas, a maioria mulheres e crianças, ainda respirem fumo mortal todos os dias, devido a usarem fornos e combustíveis poluentes nas suas casas. ”
A recolha de dados sobre qualidade do ar dentro de casas começou há cerca de uma década. Apesar do acesso a tecnologias e combustíveis limpos terem aumentado, a agência da ONU diz que “esse aumento não acompanha o crescimento da população em muitas partes do mundo. ”

Ação

A OMS reúne informação de 4,3 mil cidades, de 108 países. Desde 2016, mais de mil cidades juntaram-se a esta base de dados. Segundo a agência da ONU, isto significa que “mais países estão a medir e a tomar iniciativas para reduzir a poluição do ar do que antes. ”
A diretora do Departamento de Saúde Pública, Ambiental e Determinantes Sociais da Saúde da OMS, Maria Neira, disse que “a maior parte deste aumento aconteceu em países desenvolvidos, mas espera-se um aumento dos esforços de monitorização em todo o mundo. ” 

25 de agosto de 2017

UW Study Finds Surprising Lack Of Research On How Air Pollution Affects Birds



The effects of air pollution on human health have been well documented. We also have research on how air pollution affects plants and wildlife.

What’s not as well known? How this same pollution affects birds.

"Even though we hear about the canary in the coal mine, when you start looking into it, we actually don’t really know about how birds are affected by air pollution," said Tracey Halloway, a professor at University of Wisconsin–Madison’s Nelson Institute for Environmental Studies.

While many avian studies have focused on habitat changes, food availability and climate change, there hasn’t been as much done on how air pollution affects bird species, said Halloway. And because of their anatomy, birds may actually be more susceptible to pollution than other animals.

"Birds are the most efficient respirators, they breathe more efficiently than any other vertebrate species," Halloway said. "The potential impact of chemicals in the air on birds, we would expect to be pretty big."

To learn more, Halloway, along with a graduate student, recently completed a topical review that combed through nearly 70 years of scientific literature. Their findings were published earlier this month in the scientific journal Environmental Research Letters.

"As we started to look at what we already know, we were pretty surprised at how thin the literature was on this topic," Halloway said. "Once we looked at the data that was out there, you do see that there are clear impacts of chemicals in the air on birds. You just have to stitch together a lot of studies from a lot of different places."

The challenge, Halloway said, is figuring out the big picture from this handful of individual studies, all of which had very different conditions. But once she pieced together those studies, a correlation began to emerge.

"What we find is that birds suffer respiratory distress, behavioral changes, reproductive outcomes," Halloway said. "Almost every adverse effect you can imagine a bird having, you see when they’re exposed to higher levels of pollution, and you see it across these different types of studies in a consistent way."

Halloway said birds are likely susceptible to many of the same pollutants that humans are, such as ozone, carbon monoxide, sulfur dioxide and heavy metals. But the effects of these individual pollutants are a lot harder to measure in bird species.

"More people go check into the emergency room on days when there’s high air pollution, more people die on days when there’s high levels of particulates, but birds don’t check into the hospital when they’re sick," Holloway said. "So figuring out how do you really assess how certain chemicals are affecting certain birds was really the challenge."

Halloway hopes this study will inspire researchers to jump on this topic in the future, especially researchers on this continent.

"We only found two studies in North America," she said. "A lot of the work is going on in other parts of the world."

She also hopes birdwatchers and citizen scientists can be a part of future research.

"There’s a lot of data out there about what’s in the air, and there’s also a lot of people who are tracking bird sightings," she said. "So this is a problem where we could really move forward if folks were to come together and tackle it."
Host:
Rob Ferrett
Guest(s):
Tracey Holloway
Producer(s):
Karl Christenson

18 de outubro de 2016

La contaminación del aire ataca a la fertilidad humana



Una revisión de varios estudios constata que la polución atmosférica disminuye la calidad del esperma e incrementa el riesgo de abortos


La contaminación del aire amenaza la perpetuación de la especie. O al menos, la dificulta en gran medida. Más allá de las enfermedades respiratorias o de los tumores de pulmón, cuya vinculación con la mala calidad del aire es de sobra conocida y admitida por la Organización Mundial de la Salud (OMS), un grupo de investigadores han constatado que la polución atmosférica también afecta a la fertilidad, tanto femenina como masculina. Médicos del hospital del Mar de Barcelona y de su centro de investigación (IMIM) han hecho dos revisiones de la literatura científica para estudiar el impacto de la exposición a contaminantes sobre la tasa de infertilidad humana y han concluido que la polución del aire reduce la fertilidad e incrementa el riesgo de abortos.
El estudio, encargado por la Sociedad Americana de Medicina Reproductiva y publicado en la revista Fertility and Sterility, alerta de los efectos medioambientales sobre la fertilidad. "En mujeres fértiles, la contaminación reduce la tasa de fertilidad y aumenta el riesgo de aborto y, de la misma manera, en mujeres que recurren a técnicas de fecundación in vitro, el impacto de los contaminantes del aire reduce el número de nacimientos y provoca más abortos", apunta el doctor Miguel Ángel Checa, responsable del estudio y jefe de la sección de reproducción humana del servicio de ginecología y obstetricia del Hospital del Mar.
En la primera revisión, Checa y su equipo estudiaron el impacto sobre la fertilidad masculina y femenina a través del análisis de varios elementos contaminantes: las partículas finas (PM, en sus siglas en inglés), el dióxido de nitrógeno, el dióxido de sulfuro y el monóxido de carbono. Según el facultativo, la investigación corrobora que las partículas finas —están suspendidas en el aire en estado líquido y sólido y, al inhalarse, pasan a los bronquios (pueden provocar cáncer) y al torrente sanguíneo— generan que, en reproducción asistida, "haya menos recién nacidos vivos y más abortos". Un estudio poblacional de Barcelona encontró relación entre los niveles elevados de PM y la reducción de tasas de embarazo, un resultado similar al encontrado en sendas investigaciones en EE UU y la República Checa.
El dióxido de nitrógeno, por su parte, también "aumenta el riesgo de abortos en reproducción espontánea y fecundación in vitro cuando las pacientes se exponen a altas concentraciones de este gas". El dióxido de sulfuro y el monóxido de carbono, todos procedentes de la combustión de combustibles fósiles, también favorecen el aumento de la tasa de abortos. "En síntesis se reduce el número de recién nacidos vivos en fecundación in vitro, bajan las tasa de implantación embrionaria y aumentan los abortos", concluye Checa.
El dióxido de sulfuro y el monóxido de carbono favorecen el aumento de la tasa de abortos

16 de setembro de 2016

Central nuclear espanhola de Almaraz usa peças com falhas de qualidade

Irregularidades foram encontradas em Abril.

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O Conselho de Segurança Nuclear espanhol revelou que a central de Almaraz, colada à fronteira portuguesa, usa peças produzidas numa fábrica com irregularidades nos dossiers de controlo de qualidade, mas garantiu que não constituem motivo para as retirar de funcionamento.

Além da central de Almaraz (Cáceres, a 100 quilómetros de Portugal), também a central de Ascó (Tarragona, Catalunha) utiliza nos seus reactores peças produzidas numa forja da fábrica francesa Le Creussot, fornecedora da AREVA. As irregularidades foram detectadas, em Abril, nos dossiers de fabricação da forja usada para produzir os componentes mais tarde usados nos reactores destas duas centrais.

Na prática estas irregularidades consistem "em discrepâncias, modificações ou omissões nos parâmetros de fabricação ou nos resultados dos ensaios obtidos, e que não estavam reflectidas nos 'dossiers' de fabricação dessas peças", indicou o CSN num comunicado divulgado quinta-feira.

Em concreto, as pecas provenientes da forja com irregularidades foram usadas para fabricar os geradores de vapor 2 e 3 da unidade 1 e o gerador de vapor 3 da unidade 2 da central nuclear de Almaraz, bem como os geradores de vapor 1 e 2 da unidade 1 e o gerador de vapor 1 da unidade 2 da central nuclear de Ascó. Também está em causa o rebordo da tampa do reactor da unidade 2 de Almaraz.

Estas peças têm uma composição química (em percentagem dos metais que as compõem) diferente dos vários registos realizados durante o processo de forja.

"Encontraram-se dados diferentes sobre o conteúdo, em percentagem, de elementos como o alumínio e o manganês, nem sempre dentro do intervalo definido na especificação de compra. Ainda assim, os valores registados em todos os casos estavam dentro dos limites especificados no código usado na fabricação (código ASME)", indicou o CSN.

De acordo com a investigação da CSN, tanto a empresa espanhola Equipos Nucleares - que adquiriu os componentes à forja com irregularidades - como a AREVA - que forneceu os geradores de vapor - como a Westinghouse - que forneceu a tampa do reator nuclear de Almaraz - concluíram (através de testes de metalografia) que estas irregularidades no programa de controlo de qualidade "não têm impacto na integridade estrutural dos componentes mencionados".

Assim, e "face à informação existente até à data", a Direção Técnica de Segurança Nuclear "conclui que os componentes afectados são aceitáveis para que continuem a funcionar sem restrições".

Já a organização ecologista Greenpeace considera que o comunicado do CSN "confirma que as centrais de Almaraz e Ascó operam com peças de qualidade defeituosa", pelo que "manifesta a sua falta de confiança na Direção Geral de Segurança Nuclear" espanhola.

A Greenpeace reitera ainda o apelo para que as autoridades políticas de Espanha não "prolonguem a vida das centrais nucleares" e reforça que se devem manter os mais "apertados controlos de segurança".

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4 de abril de 2016

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Em média, 47 pessoas morrem por dia em Portugal por doenças respiratórias, com os cancros e as pneumonias a serem as principais causas de mortalidade respiratória.
Dados do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias (ONDR) mostram que só em 2014 estas patologias foram responsáveis por 70 mil internamentos, o que corresponde a 12% do total de internamentos hospitalares.
Num período de 10 anos, entre 2005 e 2014, os internamentos por doenças respiratórias apresentaram um crescimento de 2,4%, superior ao 1,6% registado no total da área da medicina.
“Dados estatísticos disponíveis continuam a apontar para um peso enorme das doenças respiratórias, em incidência e prevalência, em número de internamentos hospitalares e em número de óbitos. Mais, em muitos grupos nosológicos, como as pneumonias e os cancros, os números não só persistem como se têm vindo a agravar ao longo dos 12 anos que temos analisado nestes relatórios”, refere o Observatório.
Quanto aos óbitos, entre 2009 e 2013 houve um aumento da mortalidade por doenças respiratórias de 11,8%, enquanto no mesmo período a mortalidade global mostrou uma tendência de estabilidade (redução de 0,99%).
Só a mortalidade por os tumores malignos respiratórios cresceram 21% e por pneumonia houve um aumento de 27%.
Os dois principais problemas em saúde respiratória parecem ser os tumores malignos e as pneumonias, justificando estratégias de controle específicas”, indica o Observatório.
Aliás, no relatório sobre Doenças Respiratórias da Direção-geral da Saúde apresentado no mês passado, Portugal surge como o segundo país da Europa com a mais elevada taxa de mortalidade padronizada por pneumonia, colocando o país “mal na fotografia.
De um conjunto de 23 países europeus da OCDE, Portugal apenas é ultrapassado pela Eslováquia, que surge como o Estado com maior taxa de mortalidade por pneumonia.

25 de fevereiro de 2016

Nova avaria na central nuclear de Almaraz



No início de Fevereiro, a mais antiga central nuclear de Espanha, que se encontra no rio Tejo a cerca de uma centena de quilómetros da fronteira portuguesa, já tinha registado falhas.

Através de uma nota de imprensa divulgada durante a manhã deste domingo, a administração da central nuclear de Almaraz, localizada no rio Tejo e em território espanhol, anunciou que um dos equipamentos “sofreu uma paragem às 5h35”. Este incidente ocorreu “durante a operação de aumento de carga depois de ter sido efectuada a ligação (da unidade) à rede”, refere o comunicado.

A empresa garante que os sistemas de segurança do equipamento em causa “actuaram correctamente” e que as causas que originaram o incidente estão a ser analisadas.

A nota de imprensa destaca ainda que “houve uma paragem automática da turbina seguida de paragem do reactor” em consequência de uma “anomalia” que se registou “num interruptor de uma das barras de alimentação eléctrica, provocando um aumento de nível no gerador de vapor número dois”.

Dando conta do ponto da situação, a empresa salienta que “todos os sistemas de segurança” do equipamento em causa “actuaram correctamente”, encontrando-se a unidade afectada “estável”.

A Unidade I da central nuclear de Almaraz tinha sido ligada novamente à rede eléctrica pelas 13h09 horas de sábado, depois de concluídos os trabalhos de “recarga de combustível e manutenção geral do equipamento” que decorreram durante 48 dias.

No início de Fevereiro, inspectores do Conselho de Segurança Nuclear de Espanha tinham alertado para “falhas no sistema de arrefecimento de serviços essenciais da central nuclear” espanhola, referindo “não haver garantias suficientes de que as bombas de água do sistema de serviços essenciais da central operem com normalidade”.

Num esclarecimento divulgado pelo Governo português no dia 3 de Fevereiro, é referido que a Agência Portuguesa do Ambiente recebeu garantias que “a Central Nuclear de Almaraz se encontra em condições de segurança”.
Também o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, assegurou na altura que os equipamentos que registaram falhas oferecem "absolutas condições de segurança".

Neste domingo teve lugar mais uma “anomalia”, desta vez “um aumento de nível de vapor” num dos geradores da central nuclear mais antiga de Espanha, a cerca de uma centena de quilómetros do território português.


17 de fevereiro de 2016

Baixa reserva das albufeiras obriga Águas do Algarve a medidas extraordinárias




As barragens que fornecem água ao Algarve estão quase a metade da sua capacidade de armazenamento, o que levou a empresa responsável pelo abastecimento multimunicipal de água na região, a adotar medidas extraordinárias, informou a Águas do Algarve.
"As nossas albufeiras estão com caudais bastante reduzidos", quando comparados com o ano anterior, disse hoje à Lusa a porta-voz da Águas do Algarve, Teresa Fernandes, apontando que existem motivos de preocupação, dada a fraca pluviosidade deste ano na região.
Com o objetivo de poupar as albufeiras algarvias de Odelouca, Bravura, Odeleite e Beliche, a Águas do Algarve já começou a fazer captações subterrâneas e colocou Odelouca a abastecer o sotavento, zona do distrito de Faro, onde os níveis de seca são mais acentuados.
"Em termos de abastecimento de água, a população pode ficar totalmente descansada", explicou Teresa Fernandes.
Aquela empresa efetua anualmente um abastecimento médio na ordem dos 70 milhões de metros cúbicos de água aos 16 municípios do distrito de Faro.
O ano hidrológico de 2014-2015, seco, obrigou as barragens a começarem o período de 2015-2016 já com disponibilidade baixa de água, que não foi reposta para níveis confortáveis de armazenamento.
Os dados do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) de janeiro deste ano indicam que a zona do sotavento algarvio está em situação de seca moderada, enquanto o restante território algarvio está em situação de seca fraca.
Em 2004 e 2005, o distrito de Faro também esteve numa situação de seca, que levou aquela empresa a adotar medidas excecionais de gestão da água e apelos à população com vista à contenção e uso eficiente de água.
Segundo a porta-voz da Águas do Algarve, a situação atual não é tão gravosa porque, entretanto, foi construída a barragem de Odelouca, uma "excelente fonte de abastecimento de água que nos permite uma situação de controlo e disponibilidade hídrica que não havia nessa altura".

Diário Digital com Lusa

5 de janeiro de 2016

China Red Alert warns of air pollution danger

Zou Yi's Beijing skyline photos show the variation in pollution levels on a daily basis.There were only 4 pollution free days in November. [Zou Yi]


Beijing residents carry on with life as government signals serious anti-pollution efforts in issuing Red Alert for smog.


Beijing, China 
It is Tuesday morning, 8am in the financial centre. Streets ordinarily choked with traffic are strangely quiet. The usual crowds of office workers congregating outside building entrances are missing, and the sidewalks are mostly empty - empty save for a few pedestrians briskly walking through the street, most with faces half-covered in masks.

It is Day One of the capital's first issued "Red Alert", but unlike the phrase suggests, this isn't a city under siege. This is a city under smog - dangerous levels of it.
The highest-level air pollution warning was given the evening before, triggered by three forecasted days of severe haze.
Residents received text messages from Beijing's municipal government warning them that all schools would be closed, construction halted and car restrictions put in place."Stay indoors," was the instruction, and most happily obliged.

With an air quality index (AQI) of over 250, more than twenty times the level recommended by the World Health Organization, the city was shrouded in thick sepia-toned air.
From street level the tops of skyscrapers seemed to disappear, blurring into the dull grey sky. In some areas visibility reportedly dropped to only 200 metres. But while this was the capital's first declared Red Alert, it wasn't the worst smog it had seen. Just days before the AQI levels soared to more than 1,000, and the city had seemed to disappear entirely.
Air pollution
For Margaret Zhu, a mother of two, Beijing's severe smog is nothing new. "It's like gambling, a lucky draw. Every day you wake up and look up at the sky and see how it goes. We're powerless," she says.
The public relations professional had been getting ready to put the kids to bed on Monday evening when she received the first Red Alert text message.
"It was so sudden and we didn't have time to plan anything," she says.
Like thousands of other parents in the city, she was told that the schools of her 10-year-old son Yoyo and daughter Ann, aged three, would not be open the next day, and alternative last-minute arrangements would need to be made. On the first of the three days, Zhu took time off work and scrambled to organise a day-trip out of the city for the second."With the smog, it's difficult to keep kids at home and not allow them to play outside," says Zhu."So we invited some of my son's friends to come with us to a forested area in the countryside where the air is much better. Other families I know packed up and drove even further to the mountains for the entire week to escape the pollution."
more in Al Jazeera
Katrina Yu | 

28 de dezembro de 2015

Itália proibiu a circulação automóvel por causa da poluição atmosférica

Cidades sem carros? Em Itália é uma realidade por estes dias e a responsabilidade é da poluição atmosférica. Em Milão, por exemplo, o trânsito automóvel foi proibido entre as 10h00 e as 16h00 desde hoje e até quarta-feira. Ou em São Vitaliano, perto de Nápoles, a câmara proibiu até o funcionamento dos fornos a lenha utilizados para fazer as pizzas.
O cenário repete-se um pouco por todos o país devido à pobre qualidade do ar. Roma também adoptou medidas drásticas, em que durante os automóveis com matrículas pares foram proibidos de circular, sendo a vez das matrículas ímpares amanhã.
Um relatório da Agência Ambiental Europeia mostrou que Itália tinha, em 2012, o maior número de mortes relacionadas com a poluição atmosférica da União Europeia. De um total de 491 mil mortes relacionadas com a poluição atmosférica, 84.400 ocorreram em Itália.
Segundo o "The Guardian", que cita o "La Repubblica", em Milão havia dezenas de carros da polícia a patrulharem as ruas à procura de transgressores. As multas variam entre os 163 euros e os 658 euros. A cidade está, entretanto, a promover os transportes públicos, anunciando que um bilhete de autocarro ou metro será válido para um dia inteiro durante este período.
 Paula Cravina de Sousa

25 de dezembro de 2015

Aeroporto de Pequim cancela quase uma centena de voos devido à poluição

Aeroporto de Pequim cancela quase uma centena de voos devido à poluição


O aeroporto internacional de Pequim cancelou hoje 83 voos e adiou outros 143 devido aos elevados níveis de poluição atmosférica que atingem desde esta manhã (horário local) a capital chinesa, informou a televisão estatal.

O governo municipal decretou o alerta laranja (o segundo mais alto de uma escala com quatro níveis), numa altura em que a poluição atinge um nível 20 vezes superior ao máximo recomendado pela Organização Mundial de Saúde.

Desde as 06:00 locais (22:00 de quinta-feira em Lisboa), Pequim regista uma concentração de partículas PM2.5 - as mais finas e suscetíveis de se infiltrarem nos pulmões - superior a 500 microgramas por metro cúbico.


Diário Digital / Lusa

22 de dezembro de 2015

High levels of lead found in Flint water




Methane gas leak forces S. California residents out of their homes


By Paul Vercammen, CNN
Updated 0640 GMT (1440 HKT) December 16, 2015
CNN
Yitz Dekel walked his dogs outside his temporary home, a residential hotel in Calabasas, California, and described the massive natural gas leak he says forced him out of his suburban Los Angeles retirement community in Porter Ranch.
"A nightmare," the 79-year-old began. "Unsettling, very depressing, very confusing."
Dekel and his wife Stella represent just one of the 1,675 households Southern California Gas Company says it has paid to relocate because of methane leaking at a storage facility it owns in the Santa Susana Mountains.
"We had, especially for my wife, some dizziness," Dekel said. "Then in my case inexplicable fatigue. And my neighbors, some in ill health, had major coughing and irritation in the eyes and throat. Some had nose bleeding."
SoCal Gas is being vilified by angry Porter Ranch residents and local politicians. One affected family has already filed a lawsuit.
The utility vows it's working around the clock to stop the leak, first reported on October 23.
Disrupted lives
Kyoko Hibino and her boyfriend Matt Pakuchko live just over a mile from the storage facility where the methane is leaking and say nausea, headaches, congestion and more forced them, and their five cats, into temporary housing at a hotel in Burbank.
"From day one (SoCal Gas) didn't correctly inform us," Hibino said. "They said it was just part of maintenance and it would be over in a few hours."
The couple has founded the group Save Porter Ranch and suggest a class action lawsuit may be in the works.
Brian and Christine Katz, parents of five children, have already filed suit against SoCal Gas, saying their 2-year-old daughter Ava has suffered greatly from the leak.
"She spent four nights in (intensive care) for 'upper respiratory symptoms' with no prior health problem," the lawsuit states. "She experienced some form of seizure and is now listless, suffering from persistent rashes, and painful nausea."

NASA satellite images: Which are the most polluted countries in the world?

Global satellite maps show the average concentration of nitrogen dioxide in the atmosphere in 2005 and 2014. Move the slider to see the difference in the levels -- blue indicates decreases and red shows increases. Source: NASA

The United States and Europe are among the world's largest emitters of nitrogen dioxide -- but both have also shown the most dramatic reductions in these emissions between 2005 and 2014, according to new global NASA satellite maps.
Nitrogen dioxide is a yellow-brown gas that is a common emission from cars and industrial activity. It is a major respiratory pollutant in urban smog.

Europa investiga queixa sobre impacto na saúde de poluição em Sines


A Comissão Europeia vai fazer uma investigação preliminar, na sequência de uma petição, sobre possíveis impactos da poluição produzida na plataforma industrial de Sines na saúde da população da zona.
A petição foi apresentada à Comissão das Petições do Parlamento Europeu, no início deste ano, por José Carlos Guinote, residente em Sines, na altura, e que entretanto se mudou para a zona de Lisboa, o qual recebeu, agora, uma resposta daquele órgão."Em novembro, a comissão [das petições] escreveu-me a informar que considerou que há condições para aceitar a petição e que esta foi enviada para a Comissão Europeia para que faça um inquérito preliminar", explicou hoje à agência Lusa o promotor.A mais recente carta, consultada pela Lusa, é assinada pela presidente da Comissão das Petições, Cecilia Wikström, que refere ter sido decidido "solicitar à Comissão Europeia uma investigação preliminar sobre os diferentes aspectos do problema".O documento dirigido ao Parlamento Europeu reclama a realização de "uma avaliação dos impactos na saúde pública das populações residentes no concelho de Sines e nos concelhos limítrofes" causados "pela poluição produzida pela Plataforma Industrial de Sines".O estudo, defende a petição, deve abranger a "poluição atmosférica, mas também poluição dos recursos hídricos, com contaminação das águas de abastecimento e contaminação dos solos, com reflexo na cadeia alimentar".
O promotor requer ainda que a avaliação inclua "estudos epidemiológicos e de caracterização da morbilidade e mortalidade no concelho de Sines", analisado no contexto da sub-região do litoral alentejano e da região em que se insere, o Alentejo.Contactado pela Lusa, o Ministério do Ambiente disse desconhecer a petição, enquanto a Câmara de Sines, para a qual também foi enviado um pedido de informações, não deu ainda qualquer resposta.
José Carlos Guinote, que já foi candidato à Câmara de Sines em três atos eleitorais (duas vezes como independente pelo PS e, nas últimas autárquicas, numa lista de independentes apoiada pelo Bloco de Esquerda), disse à Lusa que a poluição no concelho "é um assunto abordado há várias décadas", mas que "tem sido minimizado e desvalorizado".
"Há que encontrar mecanismos que determinem que os custos de saúde pública daquela actividade industrial sejam monitorizados, para que se possam corrigir eventuais problemas. Mas não tem sido essa a atuação", disse.
O promotor frisou que, para se conhecer a situação concreta decorrente da alegada poluição, como possíveis impactos na saúde, "é necessário realizar um estudo a sério" e "apontou o dedo" às empresas do complexo industrial e às autoridades portuguesas.
"Ao longo destes anos todos, a atitude das empresas tem sido nem sequer quererem ouvir falar neste tipo de estudos. Já se fizeram alguns, mas são financiados pelas empresas e, depois, chegam a uma determinada fase e param", criticou.
Do ponto de vista político, "quem teve poder em Sines, ao longo destes últimos 30 anos, nunca fez nada", acusou, frisando, contudo, que este "não é um problema aprisionado na escala local", pois, "também os governos têm tido uma atitude de subserviência em relação ao poder económico".
Ao solicitar uma avaliação aprofundada das instâncias europeias, José Carlos Guinote disse não pretender "que as grandes empresas saiam de Sines", mas sim "que o problema da poluição seja analisado".
"Foi realizado um estudo, no âmbito do projecto SinesBioar, em que mais de 90% dos inquiridos associaram a actividade das empresas a um aumento da perigosidade para a sua saúde e em que manifestaram grande desconfiança na actuação dos autarcas e das entidades que, supostamente, as deveriam proteger", alegou.
Por isso, cabe às autoridades europeias "fazerem o que, durante muitos anos, muita gente tentou, sem sucesso, que é a realização de estudos", defendeu, convicto que a petição "abre a perspectiva de a Comissão Europeia obrigar as autoridades nacionais a manifestarem-se"
.

Tianjin é agora a segunda cidade com alerta vermelho por poluição




A cidade de Tianjin, situada a uma hora de Pequim em automóvel, anunciou hoje o seu primeiro alerta vermelho - o mais alto - por poluição do ar, que deve arrancar quando o mesmo alerta cessar na capital chinesa.
A medida, que começa à meia-noite de hoje (16 horas em Lisboa), e durará 30 horas, inclui a redução ou encerramento na produção das fábricas e estaleiros mais poluentes.
Os infantários e as escolas de ensino básico e médio são também aconselhados a suspender as aulas e as empresas a adotar "um horário de trabalho flexível", enquanto a circulação de automóveis é reduzida para metade.
Na capital chinesa, a densidade das partículas PM 2.5 - as mais finas e suscetíveis de se infiltrarem nos pulmões - aproxima-se esta tarde (horário local) dos 450 microgramas por metro cúbico.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda um máximo de 25 microgramas para que o ar seja considerado saudável.
Tianjin é a segunda cidade da China a anunciar o alerta vermelho por poluição, depois de Pequim o ter feito por duas ocasiões este mês, inclusive a que está em vigor desde o sábado passado e cessa à meia-noite de hoje.
Uma vaga de poluição atinge grande parte do norte da China, numa situação "normal" para a época, visto que a ativação do aquecimento central implica o aumento da queima de carvão, a principal fonte de energia no país.
Capital de um município com cerca de 15 milhões de habitantes, Tianjin é a principal cidade portuária do norte da China, e foi, em agosto, palco de um dos maiores acidentes industriais de sempre no país, quando duas explosões num terminal de contentores deixaram 173 mortos.


2 de dezembro de 2015

Humanidade pode ficar sem oxigénio com aumento da temperatura

Humanidade pode ficar sem oxigénio com aumento da temperatura, diz estudo


Com um aumento de 5°C da temperatura global, a humanidade poderia ficar sem oxigénio, de acordo com um estudo publicado à margem da Conferência do Clima de Paris (COP-21), embora esse cenário possa ser evitado pelas medidas tomadas pela comunidade internacional.

«Identificámos uma outra possível consequência das alterações climáticas que pode ser potencialmente mais perigosa do que todas as outras», explicaram dois cientistas da Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, numa pesquisa publicada no Bulletin of Mathematical Biology.

Graças a um modelo matemático, os autores estimam que um aquecimento global de 6°C em comparação com a era pré-industrial poderia parar a produção de oxigénio do fitoplâncton, organismos vegetais que vivem em suspensão na água e fornecem dois terços do oxigénio presente na atmosfera.

«Isso significaria o desaparecimento do oxigénio da água, mas também do ar», concluiu a equipa. «Se isso viesse a acontecer, obviamente, levaria à morte de um grande número de espécies na Terra», acrescentou a equipa.


A comunidade internacional, reunida em Paris para uma conferência climática fundamental, estabeleceu o objectivo de limitar o aquecimento a 2°C em comparação aos tempos pré-industriais e agora deve chegar a um acordo sobre as modalidades para o fazer. Desde 1850, a temperatura da Terra já aumentou mais de 1°C.


Até agora, as medidas anunciadas colocam a Terra no caminho de um aquecimento de entre 2,7°C e 3,5°C. E se o mundo realmente não fizer nada para combater as alterações climáticas descontroladas, a coluna de mercúrio subiria +4,8°C neste século, segundo o grupo de peritos da ONU (IPCC).


«Poderia haver poucos sinais de alerta», explicou o co-autor Sergei Petrovskii. «Mas se superarmos o limiar crítico», que é de 6°C, «iríamos rapidamente rumo à catástrofe».


Os autores ressaltam, porém, que o modelo não inclui os efeitos de certos processos naturais, tais como a circulação oceânica - que poderiam ter um impacto sobre os efeitos do aquecimento.

30 de novembro de 2015

Poluição do ar causou mais de 6.000 mortes em Portugal em 2012


Poluição do ar causou mais de 6.000 mortes prematuras em Portugal, em 2012, e no ano seguinte continuavam a registar-se algumas concentrações de poluentes acima dos limites da União Europeia, segundo a Agência Europeia do Ambiente.

O relatório sobre qualidade do ar da Agência Europeia do Ambiente (EEA, sigla em inglês) hoje divulgado, refere que, em 2012, a exposição a partículas finas PM2.5, a ozono e a dióxido de azoto originaram 6.190 mortes prematuras em Portugal.

O maior número de mortes está associado às partículas finas, com 5.400, e as restantes distribuem-se pelos outros dois poluentes, refere a EEA.

No total dos 28 Estados membros da UE são 432 mil os casos de morte relacionados com PM2.5 e 92 mil nos restantes poluentes, segundo a informação.

O relatório refere-se a dados de 2013 recolhidos nos Estados membros e analisa as concentrações de partículas inaláveis (PM10) e PM2.5, ozono e dióxido de azoto, poluentes que podem causar problemas de saúde, cardíacos, respiratórios e cancro.

A entidade europeia concluiu que nas estações de medição portuguesas há uma situação de ultrapassagem do limite de concentração diária de PM10 em Lisboa, devido ao tráfego automóvel, dois casos de dióxido de azoto a mais, igualmente na capital, e em Braga.

Os valores acima do limite de ozono estavam em Almada, Faro, Lisboa, Setúbal e Vila Franca de Xira.

A EEA não aponta quaisquer casos de concentrações acima do autorizado nas PM2.5.

Alberto González Ortiz, da divisão da qualidade do ar da EEA, disse à agência Lusa que os valores apresentados "são semelhantes àqueles do ano anterior".

"Os portugueses devem preocupar-se sempre com a qualidade do ar que respiram e devem pedir que as concentrações sejam mais baixas porque a contaminação vai provocar sempre danos na saúde", salientou Alberto Ortiz.

Quando a análise tem em conta os valores limite da Organização Mundial de Saúde (OMS), mais exigentes, são mais os pontos do país com situações acima do indicado.

"A maior parte das estações urbanas em Portugal apresentam valores acima dos limites da OMS no PM10, com exceção para Braga e Vila Franca de Xira", referiu o responsável da EEA.

As PM10 resultam principalmente das emissões da indústria, transporte e aquecimento doméstico e podem causar cancro, problemas cardíacos e pulmonares ou arritmias.

Na comparação com o resto da Europa, nas PM10, "Portugal está entre aqueles que têm, concentrações mais baixas, abaixo da média europeia, no lugar 11, embora tenha algumas superações", resumiu.

No caso do ozono, atendendo aos valores OMS, há problemas nas zonas urbanas, Lisboa, Porto e Braga, associados ao tráfego, acrescentou Alberto Ortiz.

"O relatório mostra que muitas cidades continuam a estar expostas a poluentes do ar em níveis inseguros segundo a OMS", salienta a EEA, e acrescenta que os poluentes mais problemáticos são as partículas finas, o ozono e o dióxido de azoto.

Diário Digital com Lusa

Poluição do ar provocou 432 mil mortes prematuras na UE


A poluição do ar provocou 432 mil mortes prematuras na União Europeia (UE) em 2013, nível similar ao de anos anteriores, indicou um relatório da Agência Europeia do Meio Ambiente (AEMA) divulgado esta segunda-feira.

A poluição atmosférica, o principal risco de saúde ambiental na Europa, reduz a esperança de vida e contribui para o aparecimento de doenças cardíacas, respiratórias e cancro.

Os dados registados pela AEMA estimam que a exposição a poluentes como o dióxido de nitrogénio (NO2) e o ozono troposférico (O3) causou cerca de 75 mil e 17 mil mortes prematuras, respectivamente.

Segundo o estudo, 87% da população urbana esteve exposta a concentrações de partículas ao ar livre com um tamanho inferior a 2,5 mícrones (PM2,5), o que excede os valores fixados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), embora esse número tenha diminuído 9%, atendendo aos padrões da UE.
Seguir as recomendações da OMS implicaria reduzir em um terço as concentrações de PM2,5, o que salvaria 145 mil vidas, destacou o relatório do organismo, sediado em Copenhaga.

A exposição ao ozono nas cidades continua a níveis muito altos - 98% da população urbana da UE vive acima dos limites da OMS, o que também é o caso das áreas rurais, onde 86% das zonas agrícolas excederam o objectivo marcado.
No caso do dióxido de nitrogénio, que afecta dircetamente o sistema respiratório e contribui ainda para a formação de PM e O3, 9% da população urbana estiveram expostas a concentrações superiores aos padrões da OMS e da UE.

Os poluentes do ar têm também um impacto «especialmente prejudicial» à vida vegetal e aos ecossistemas que estão «amplamente estendidos» pela Europa, advertiu a AEMA.

«Apesar das melhorias sustentadas nas décadas recentes, a poluição atmosférica continua a afectar a saúde geral dos europeus, reduzindo a sua qualidade e «esperança de vida», assinalou o director-executivo da AEMA, Hans Bruyninckx, em comunicado.

Bruyninckx lembrou também que os poluentes têm um impacto económico «considerável», por aumentarem os custos médicos e reduzirem a produtividade ao causar licenças médicas.

Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay