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25 de maio de 2009

Cantor Telmo Pires cresceu na Alemanha com o fado na alma


O cantor Telmo Pires é actualmente um dos grandes embaixadores do fado na Alemanha, mas não está de passagem, chegou com os pais emigrantes ainda criança, e manteve a paixão pela língua e pela música portuguesas.
«Cheguei aqui com dois anos e meio, frequentei a escola durante 13 anos, mas cresci com o fado, porque a minha mãe era uma grande admiradora da Amália Rodrigues e do Carlos do Carmo e trouxe discos deles», disse o cantor em Berlim, cidade onde hoje reside.
Nos anos setenta do século passado, «ainda não havia televisão portuguesa na Alemanha, aos fins-de-semana, em casa, ouvíamos a rádio portuguesa e os discos portugueses que os meus pais tinham», explica Telmo Pires

15 de maio de 2009

Prince quer colaborar com fadista Ana Moura



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A fadista Ana Moura e a estrela pop norte-americana Prince poderão vir a colaborar em futuras produções musicais, disse à agência Lusa a cantora portuguesa.
Prince esteve entre a assistência ao espectáculo que Ana Moura deu quinta-feira à noite em Paris, na mítica sala La Cigale.
«Ele veio dos Estados Unidos para assistir ao concerto.
Ouviu os meus discos e pretende fazer algo que ainda não sei [o que é].
Acabei de o conhecer antes do concerto», revelou à Lusa Ana Moura, momentos depois de deixar o palco.
Diário Digital / Lusa

11 de agosto de 2008

O fado foi ao festival e a planície aplaudiu


Música. Ontem foi o último dia de Sudoeste TMN, que esperava pelo regresso dos Franz Ferdinand. Momento 'rock'n'roll' depois de um dia com nomes portugueses em destaque.
Camané passou por lá, encantou e deixou festivaleiros a pensar em fado. Organização contou 160 mil pessoas nesta 12.ª edição.
Camané estreou-se em nome próprio nos palcos do Sudoeste Dizia que não, que não gostava de fado. Aquilo é coisa "triste, aborrecida". Afinal, o Sudoeste é praia e campismo, noites longas e dias preguiçosos. Pouco tempo antes, o concerto de Deolinda tinha sido português, tradicional e à guitarra. "Mas isto é fado", respondem, a diferença parece estar "no ritmo, na alegria".
Chegados a Dança de Volta, o mesmo fado é Camané como estrela pop, contrabaixo nervoso e guitarras em cascata. Quem não conhecia ficou para ver, quem já gostava gritou o nome do fadista bem alto.
O fado esteve no Sudoeste, fez-se ouvir porque Camané reclama atenção obrigatória. E só não foi mais vitorioso porque os pormenores que esconde foram, em parte, camuflados pelos palcos vizinhos.
Pelo Planeta Sudoeste passeavam-se festivaleiros que, em 2005, viram Camané no palco principal.
Elogios como "a maior voz dos Humanos" ditavam ansiedade pela estreia do fadista em nome próprio na Zambujeira do Mar, pela chegada do fado à planície. O primeiro é tido como celebridade popular, "carismático e único", dizem ali perto.
O segundo pede precaução nas palavras de quem rara vez escuta o género. "Joana, Joana, é agora". E Joana, que já antes não tinha poupado adjectivos, encontra no palco o centro das atenções: um Camané que prometia apresentar um espectáculo muito semelhante ao que temos visto desde que Sempre de Mim foi editado.
Fato escuro e mão no bolso sob as luzes. Palmas e assobios em ambiente rock'n'roll entre a multidão, que ali outras tradições ficaram de fora. Sei de um Rio vai obrigando uns a dizer que "isto é coisa para arrepiar".
É um Carlos que, de mão dada, vai pedindo a quem o acompanha: "Ouve os versos com atenção".
Lembra-te Sempre de Mim é para abraços e danças a dois. E Senhora do Livramento motiva vozes bem ensaiadas a lançar um "ah, fadista" para o palco.
Com o contrabaixo de Carlos Bica (o convidado especial) como único acompanhamento, o momento pede por menos ruído alheio.
E quando Camané deixa o palco entregue aos músicos, a voz foge de quem a tinha como razão para ali continuar de pé. Alguns despedem-se antes do tempo, outros procuram nova companhia no telemóvel.
Mas o fado é música de "histórias", com diferentes faces e cores distintas. E quando as mais iluminadas regressam, o povo (entre o qual se manifestavam muitos espanhóis) salta, aplaude e aclama Camané, que é, claro está, "o maior".
No final, o fadista acena um adeus e não regressa para o encore. Parece saber que a atenções não estiveram sempre naquela tenda, que o algodão doce da menina de biquini que por ali encontramos estava só de passagem.
O Sudoeste ficou convencido, a paisagem serve o fado e "os fadistas têm que voltar ao cartaz". A vontade era de um fã, de nome Jorge, que concordava com muitos outros: não fosse o alinhamento, que foi pedindo mais espaço para dar brilho aos pormenores requintados, e a noite teria pertencido a Camané.

1 de agosto de 2008

Fado na Casa da Música a partir de 8 de Agosto


A Casa da Música vai acolher «Um porto de fado» no fim-de-semana de 8 a 10 de Agosto, apresentando artistas como Maria da Fé, Joana Amendoeira, Fernando Machado Soares e Lula Pena.
Na sexta-feira, dia 8, pelas 22:00, Fernando Machado Soares trará o melhor do fado de Coimbra, e Lula Pena apresentará a sua música com influências de Amália, Chico Buarque e Fausto, entre outros.
Às 22:00 horas de sábado, dia 9, chega a vez de Ricardo Ribeiro e Maria da Fé animarem o público com a qualidade consagrada do seu fado.
Por fim, no domingo, dia 10, também às 22:00, é Joana Amendoeira e Rodrigo que farão as delícias dos amantes do género musical português por excelência.

18 de julho de 2008

Noites de Fado na Expo Saragoça 2008 a partir de hoje


O Pavilhão de Portugal na Expo Zaragoza 2008 vai acolher o ciclo «Noites de Fado» a partir de hoje, com a participação de Ana Sofia Varela, Cuca Roseta, Pedro Moutinho e Carminho, no âmbito do filme «Fados».
Os artistas que participaram no filme do realizador aragonês Carlos Saura – «Fado» –, vão representar a cultura portuguesa, materializada neste género lusitano em Espanha.
Ana Sofia Varela abre o ciclo hoje.
O contacto com Amália Rodrigues estimulou a artista a começar a cantar nas casas de fado em 1997 e a colaborar com Mário Pacheco em espectáculos internacionais.
Cuca Roseta é a voz do dia 25 de Julho. Cantora residente no Clube de Fado há 25 anos, durante quatro fez parte do grupo de música Toranja, preparando agora um CD.
Pedro Moutinho, proveniente de uma família de fadistas, terá a sua vez no dia 8 de Agosto.
Por fim, Carminho, jovem artista que já ganhou vários prémios no circuito do fado, actuará no dia 5 de Setembro.
18-07-2008 13:30:39

4 de julho de 2008

Bruxelas: Fado na inauguração da praça Fernando Pessoa










Bruxelas: Fado na inauguração da praça Fernando Pessoa


Um concerto pela fadista Mafalda Arnauth e a exibição do filme «Afirma Pereira» integram na próxima sexta-feira, em Bruxelas, a inauguração oficial da Square (praça) Fernando Pessoa, com a presença do embaixador Tavares de Sousa.

Na ocasião, serão lidos textos de Fernando Pessoa por actores de Bruxelas.
O filme «Afirma Pereira», adaptado do romance homónimo de António Tabucchi, foi realizado em 1996 por Robert Faenza e tem como protagonistas Marcello Mastroiani, Daniel Auteuil e Joaquim de Almeida.

Mafalda Arnauth é apresentada pela organização do evento como «uma jovem cantora que ergue alto as cores do fado».

O ministro-presidente da região de Bruxelas-Capital, Charles Picqué, e o burgomestre da Comuna de Ixelles, onde a praça fica situada, Willy Decouty, irão também participar na cerimónia.
A praça Fernando Pessoa , com um busto do poeta, situa-se no Flagey, onde vivem muitos dos 12.000 portugueses residentes na capital belga e onde se encontra a maior parte do comércio «da saudade», nomeadamente cafés e mercearias, e das associações de emigrantes.
Este será ainda um dos últimos actos oficiais do embaixador Manuel Tavares de Sousa, que está de partida para Haia, sendo substituído por Vasco Bramão Ramos, antigo director-geral de Política Externa, no âmbito de um movimento diplomático que envolve cerca de 30 postos.
A praça Fernando Pessoa está embelezada por calçada portuguesa, tendo vindo propositadamente de Lisboa cinco calceteiros, cedidos pela autarquia da capital portuguesa, para realizar o trabalho.
O evento de sexta-feira enquadra-se na agenda da reabertura da praça Flagey - com programas até ao próximo sábado - totalmente remodelada após vários anos de obras.
Diário Digital / Lusa

18 de junho de 2008

Mariza em digressão por mais de 100 palcos de 21 países


Mariza inicia sábado na Monumental Celestino Graça em Santarém a sua digressão mundial, que até final do próximo ano a levará mais de 100 palcos de 21 países, incluindo Portugal.

Mariza será acompanhada por Ângelo Freire à guitarra portuguesa, Diogo Clemente à viola, Marino de Freitas no baixo acústico, e João Pedro Ruela na percussão, músicos com que fará a digressão.
O novo álbum, «Terra
», a sair a 30 de Junho, será «a base da digressão, retomando alguns temas dos discos anteriores», disse a cantora.
Entre os temas dos álbuns anteriores Mariza referiu «Ó gente da minha terra» (Amália Rodrigues/Tiago Machado) do seu primeiro disco, «Há uma música do povo» (Fernando Pessoa/Mário Pacheco), «Cavaleiro monge» (F. Pessoa/M. Pacheco), e «Meu fado meu» (Paulo Carvalho).
Depois de Santarém Mariza actuará a 26 de Junho em Ponte de Lima, e a 5 de Julho em Coimbra.
O Auditório de La Rábida, em Huelva, será o primeiro palco estrangeiro desta digressão, intitulada «Terra».

Espanha é um dos países onde a fadista se apresentará mais vezes, estando previstas actuações em Madrid, Barcelona e Badajoz.
Andorra, Roménia e Letónia, onde encerra este ano a digressão, são alguns dos países onde se apresentará pela primeira vez.
Na Roménia, Mariza marcará presença no Festival Plai na cidade universitária de Timisoara e na Letónia actuará na Ópera Nacional em Riga, a 15 de Dezembro, encerrando os concertos deste ano.
Mariza inicia 2009 no Canadá, em Toronto, no Massey Hall, seguindo para os Estados Unidos onde tem previstas 35 actuações, nomeadamente no Town Hall em Nova Iorque, no Walt Disney Concert Hall em Los Angeles, onde é já presença regular, ou no Silva Concert Hall em Eugene (Oregon).
Mariza definiu o seu novo álbum como «orgânico» e «acústico» com um «ritmo contagiante».
A intérprete afirmou que neste disco «reinventa» a sua sonoridade: «Não é o meu disco mais fadista mas não estou a fugir às raízes. É como se eu tivesse um pé aqui na minha terra [Lisboa] e vou dando a volta ao mundo e acabe por chegar á minha terra».
«Terra» é produzido por Javier Limón e foi gravado na Casa Limón, sendo editado pela EMI Music.

Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay