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4 de outubro de 2011

Flúor na água pode fazer mal

























Os estados-membros da União Europeia (UE) querem a revogação das novas regras que obrigam as garrafas de água mineral a terem no rótulo informação sobre o nível de flúor, se este ultrapassar o valor de 1,5 miligramas por litro.
Desde Julho que, em Portugal e nos restantes países da UE, as empresas do sector são obrigadas a colocar nos rótulos das garrafas uma menção "claramente visível" quando a concentração em flúor é superior a 1,5 miligramas por litro.
os estados-membros concordaram com a revogação desta lei até que a Comissão Europeia (CE) defina um método, igual para todos os países, de tratamento para diminuir os níveis de flúor na água", acrescentando que, "em Portugal não há águas com níveis de flúor elevados, sendo mesmo difícil que ultrapasse o montante de 1,5 miligramas".
mais in JN 2004-08-2
Maria Leonor Paiva

15 de fevereiro de 2011

Não te preocupes/ No te preocupes


Publicado em julho 12, 2008 por HC

Na manhã de quarta-feira, às 6.30 horas, ocorreu o vazamento de liquido radioativo, com aproximadamente 75 Kg de urânio empobrecido, da central nuclear de Tricastin, nas vizinhanças de Aviñón, no sudeste da França.

Foi um vazamento de 30 metros cúbicos, que atingiram o solo e um rio nas proximidades. As equipes de emergência conseguiram contar uma parte, mas, ainda assim, vazaram para o ambiente 18 metros cúbicos, de acordo com a empresa AREVA, responsável pela central nuclear. As razões do acidente e do vazamento ainda são desconhecidas.

De acordo com o jornal El País, o secretario de Estado de Meio Ambiente da França, Michael Müller, declarou que “a tecnologia nuclear é de alto risco” e que este acidente “não era para ser avaliado precipitadamente”.

Inicialmente achou-se que era um acidente grave, mais tarde desmentido pela autoridade de segurança nuclear (ASN), que apenas a caracterizou como uma “não conformidade”. As autoridades tentaram acalmar a população qualificando o acidente como de baixo risco ambiental

O acidente gerou reacções de diversas organizações que acusaram a AREVA de retenção deliberada de informação e de colocar a população em risco desnecessário. A empresa demorou mais de 12 horas para informar o vazamento radioactivo e para declarar que as inspeções de segurança não detectaram nenhum dano anormal, confirmado também pela ASN.

A autoridade de segurança nuclear informou que a concentração de urânio se manteve em 12 gramas por litro e que as taxas de radioatividade estão em constante redução desde o acidente, na quarta-feira.

Apesar de ter sido declarado como um acidente de pouca gravidade várias medidas de segurança foram necessárias, tais como a proibição da pesca e do uso do rio atingido.

Acidente semelhante ocorreu na Espanha, na central nuclear de Ascó, na Tarragona. O acidente ocorreu em Novembro de 2007, mas só ficou conhecido em abril deste ano. Esta central permanece desactivada para inspecções e avaliações de segurança.

EcoDebate

27 de fevereiro de 2009

Associação Cultural da Beira Interior vai abrir pólos




A Associação tem em mente o projecto de um coro internacional
A Associação Cultural da Beira Interior (ACBI) tem entre mãos um projecto, com parceiros estrangeiros, para a criação de um Coro Internacional, com jovens entre os 16 e 25 anos de toda a comunidade europeia. "Este projecto terá, em princípio lugar em Pinhel", segundo avançou à Gazeta o maestro Luís Cipriano.
Também a nível de estágios há novidades. A ACBI vai avançar com o primeiro estágio de férias musicais, para crianças de todo o País que, neste primeiro ano é dedicado aos instrumentos de Corda da Orquestra, que para além de classe de conjunto terá aulas individuais.
Outro projecto a iniciar-se em 2008, é dedicado a crianças desfavorecidas e em risco. "Trata-se de um projecto financiado pela Comunidade Europeia, que irá funcionar aos sábados, e que permite a crianças sem poder económico terem variadíssimas actividades culturais, nomeadamente a música, a dança e o teatro", explica o maestro.
Trata-se do único projecto para crianças, que foi aprovado para Portugal e está inserido no Programa Operacional de Potencial Humano (POPH). Em 2009, a ACBI pensa realizar mais quatro destes projectos, permitindo assim a cerca de 300 crianças esta nova experiência. Os locais a aplicar o projecto serão Covilhã, Fundão, Bragança e Évora. Relativamente ao Projecto Zéthoven, o mesmo cresceu de um modo elevado, sendo agora aplicado em três distritos, nomeadamente Castelo Branco, Guarda e Santarém. Assim nos concelhos da Sertã, Pinhel, Mação e Vila Velha são cerca de duas mil crianças que, semanalmente, beneficiam desta realidade. Ainda para o próximo ano, "estuda-se a hipótese de abrir dois pólos, um na Guarda e outro em Castelo Branco". O novo CD do Zéthoven também se encontra em pre-paração. "Será mais uma vez a nível nacional e terá como tema a reciclagem, permitindo a construção de instrumentos musicais, a partir do lixo, que depois se juntam à Orquestra Sinfónica", informou Luís Cipriano.


A ACBI estabeleceu uma parceria com a empresa Ber-gerault, em França, que vai equipar o Grupo de Percussão da Beira Interior. Instrumentos de percussão, semi-profissionais, de elevada qualidade, que permite às crianças abordarem a percussão de uma outra forma, em vez dos tradicionais instrumentos, fazem parte do equipamento.


A ACBI será a primeira instituição em Portugal a utilizar estes instrumentos. Com o mapa de actividades já bastante completo, a ACBI tem protocolos anuais com os municípios da Sertã, Fundão, Pinhel, Mação e Vila Velha de Ródão, preenchidos por vários tipos de actividades, que vão desde concertos, Projecto Zéthoven, Coros Infantis, grupos de Percussão e Escolas de Música. O Grupo de Percussão tem agendados vários concertos em escolas do 1º Ciclo, realizando esses mesmos concertos com as crianças dessas escolas, que previamente são ensaiadas por professores da ACBI.


No que diz respeito à Orquestra Clássica da Beira Interior, a mesma trabalhará de forma sazonal, prevendo-se a realização de dez concertos até Julho de 2009.
Gazeta do Interior


20-10-2008


20 de fevereiro de 2009

National Geographic -Think Positiv - Pense Positivo

Photo in the News: Rare "Smiling" Bird Photographed in Colombia

June 26, 2007—Call him the Mona Lisa of the bird kingdom.
The rare recurve-billed bushbird, recently rediscovered by scientists in Colombia after a 40-year absence, sports a curving beak that gives the illusion of an enigmatic smile.
This photograph, taken by a conservationist with the Colombia-based nonprofit Fundación ProAves in 2005, is the first photo released of a live bushbird.
The elusive species had not been spotted between 1965 and 2004, due to its limited range and remote habitats. It was seen recently in Venezuela and in a region of northeastern Colombia, where it was photographed.
Researchers found the bird in a 250-acre (101-hectare) reserve next to the Torcoroma Holy Sanctuary near the Colombian town of Ocaña, where in 1709 locals claimed they saw the image of the Virgin Mary in a tree root. The forests of the sanctuary have been protected by Catholic Church authorities in the centuries since.
The researchers also found and photographed the extremely rare Perija parakeet, of which only 30 to 50 individuals likely survive.
Deforestation and wildfires for agriculture and grazing have denuded much of the birds' habitat, conservationists say.
"[A]s more and more remote areas are being settled, the bushbird reminds us how important it is to conserve as much natural habitat as we can," said Paul Salaman of the American Bird Conservancy.
"Who knows what wonderful biodiversity is being destroyed before it has had a chance to be discovered?"

National Geographic

8 de outubro de 2008

Pequim2008: «Ninho de Pássaro», a nova atracção turística



Mais de meio milhão de visitantes são esperados na próxima semana no estádio olímpico de Pequim, convertendo o famoso «Ninho de Pássaro» numa das principais atracções turísticas da capital chinesa.


O estádio, desenhado pelo atelier suíço Herzog & de Meuron, é um dos símbolos da renovação urbana de Pequim, uma empreitada que conta também com projectos de Norman Foster, Ren Koolhaas e outras estrelas da arquitectura internacional.
A abertura do «Ninho de Pássaro» ao público coincide com os sete dias de férias proporcionados pelo Dia Nacional da China (1 de Outubro, a data da proclamação da República Popular).
Cerca de sete milhões de turistas chineses - mais dois milhões que em anos anteriores - deverão visitar Pequim durante aquele período, disse uma responsável do governo municipal.
A Grande Muralha da China, a «Cidade Proibida», onde viveram os imperadores das duas últimas dinastias, e o Templo do Céu continuarão a atrair as habituais multidões, mas agora há uma nova atracção.
O bilhete para visitar o «Ninho de Pássaro» - o mais caro dos equipamentos da Cidade Olímpica - custa 50 yuan (5 euros), mais do que o salário mínimo em Pequim.

O comité de gestão da Cidade Olímpica anunciou a emissão de 80.000 bilhetes por dia para o «Ninho de Pássaro» ao longo da próxima semana.
A visita ao pavilhão da natação, o também popular «Cubo de Água», desenhado por arquitectos australianos, custará 30 yuan (3 euros).
O menu turístico prevê ainda a entrada de um máximo de 125.000 pessoas por dia que queiram apenas passear pela Cidade Olímpica, sem entrar em qualquer dos equipamentos desportivos.
Os Jogos Olímpicos de Pequim decorreram de 08 a 24 de Agosto, seguindo-se os Paralimpicos, de 06 a 17 de Setembro.
As cerimónias de abertura e encerramento de ambos os eventos foram realizadas no «Ninho de Pássaro».
Considerada a obra-prima de Herzog & de Meuron, uma dupla galardoada em 2001 com o Prémio Pritzker, o equivalente ao Nobel na arquitectura, a construção do Estádio Olímpico de Pequim custou cerca de 450 milhões de dólares (306 milhões de euros).

O governo chinês concede três dias de feriado por ocasião da Festa Nacional (1, 2 e 3 de Outubro), mas a população trabalhará no próximo fim-de-semana, transferindo o gozo das folgas de sábado e de domingo para os dois dias seguintes.

14 de julho de 2008

Festival de 12 a 26 de Julho - Ponte de Lima

Festival de Ópera e Música Clássica arranca amanhã em Ponte de Lima .

A música clássica vai invadir Ponte de Lima a partir de amanhã e até dia 26 de Julho. Uma reinterpretação de “As Bodas de Fígaro” de Mozart, com encenação de Christian von Götz, dirigida pelo maestro Errico Fresis, marca o arranque do Festival de Ópera e Música Clássica, promovido pela Ópera Faber, Associação Cultural do Norte de Portugal.
Todas as noites a Casa das Pereiras – um monumento senhorial do século XVIIreceberá recitais de violoncelo, canto lírico e árias.
Para os mais novos o festival propõe um musical do tradicional conto do Capuchinho Vermelho no domingo, às 16h00, que terá lugar na avenida dos Plátanos e é da responsabilidade da Academia de Música de Ponte de Lima.
Na terça-feira o Museu dos Terceiros será palco, às 21h30, para os cantores de St. Martin e, na quinta-feira, a Villa Moraes é o lugar escolhido para um recital de violoncelo e piano. A London Bridge Ensemble executará trios e quartetos para piano no dia 19 de Julho, também no auditório Villa Moraes.
Para promover a participação dos visitantes o festival promove no dia 20, às 16h00, um concurso de instrumentos musicais feitos em casa, ao qual se segue um conecto com melodias populares.
No penúltimo dia do Festival, a Casa das Pereiras acolhe cantos artísticos e ópera, num concerto com início marcado para as 21h30.“As Bodas de Fígaro” sobem ao palco do Teatro Diogo Bernardes novamente dia 18 e encerram o festival dia 26.
Associação Ornitológica Vianense

4 de junho de 2008

Michael Pestel

For the birds: Ensemble gives concert for National Aviary residents, guests
A most peculiar concert took flight yesterday at the National Aviary. But it was not until a petite and prideful trumpeter joined the jam session that it really took off.



That's because this was no ordinary musician, but a grey-winged trumpeter, a native bird of South America's tropical forests. It was responding to the musical musings of the Syrinx Ensemble, performing a concert literally for the birds at the North Side sanctuary.
Led by flutist Michael Pestel, the quartet of musicians sought to liven up the birds' day with a peripatetic concert he hoped would stimulate them, even to the point of interaction.


"I don't want to overpower the birds, but to respond to their sounds and rhythms," said Mr. Pestel, a former professor of art at Chatham College and current visiting lecturer at Wesleyan University in Middletown, Conn. "I want to be a bird among birds."
While the exotic birds of the spacious Tropical Rainforest and Wetlands of the Americas exhibit rooms likely weren't fooled by the local musicians -- Mr. Pestel, singer Eden McNutt, saxophonist Ben Opie and bassist Tracy Mortimore -- they seemed to enjoy the tones.
"They are definitely responding; the birds are more vocal." said Erin Estell, manager of animal programs at the aviary. She said the birds' general chatter level in the rooms was significantly increased. "It seems to be enriching for the birds."Some of the birds were more than just stimulated by the improvisatory serenade. A few chose to interact with the performers, who used extended techniques on their instrument to mimic bird song. By forcefully blowing air into his flute and by inserting a dowel inside the instrument,






Mr. Pestel was able to create a whimsical sound that attracted the attention of that curious grey-winged trumpeter. Chirping and tweeting made for a strange duet with the dulcet tones of a modern flute.
Later another trumpeter arrived, crooning to the accompaniment of the saxophone.
Elsewhere, an emerald green macaw took a keen liking to Mr. Mortimore's walking bass line. "He likes to follow me around," said the bassist.
The affair engaged aviary patrons, too, including several children who Mr. Pestel encouraged to participate by shaking various noisemakers and birdcalls.
"A good time was had by all species," said Patricia Carpenter of Squirrel Hill.

While this is the first such interactive concert by the Syrinx Ensemble, Mr. Pestel has visited the aviary for years on his own and with other musicians.


Another group now called panTonal has worked with him on sound installations and performances in the Pittsburgh area.



Mr. Pestel's work with the Australian lyrebird was celebrated in the book and CD "Why Birds Sing," by David Rothenberg, which attempts to further understand the evolutionary reasons for bird song.
The concert yesterday also served to show bird song's influence on humans.
"There is a definite connection between bird song and human music," said Mr. Pestel. For instance, "the liocichla sings a perfect pentatonic scale."
Syrinx Ensemble

Composers and songwriters have long been intrigued with imitating bird song, from folk songs to Vivaldi's "The Four Seasons" to Messiaen's "Reveil des Oiseaux." Einojuhani Rautavaaras' "Cantus Arcticus," a concerto for birds and orchestra, and Lee Hyla's "Wilson's Ivory Bill" are recent examples of ornithological works incorporating recordings of actual birds singing.
But few Western composers actually write music that is to be performed with and for real birds
.

It is more of an Eastern tradition. Judging from this performance, it should happen more often.
"I think they enjoy it," Mr. Pestel said.
First published on January 9, 2006 at 12:00 am


28 de maio de 2008

Tainted love


It's said that the fascist dictatorship that dominated Portugal for nearly half a century was bolstered by the three Fs - football, Fatima and fado. Football was best exemplified by the all-conquering Benfica side of the early 1960s, while Fatima referred to the Portuguese town where three teenagers are believed to have seen an apparition of the Virgin Mary, establishing the sanctity of Portugal.

And then there's the fado, Portugal's most famous musical form. It's forever associated with the tremulous voice of Amalia Rodrigues (1920-1999), who appeared dressed in a black shawl to sing dramatic, minor-key ballads in a remarkable voice, sounding like she was on the verge of tears. But for some, it's a sound forever tarnished by its association with fascism. After the fall of the dictatorship in 1974, many on the Portuguese left saw the fado as something shameful. It was seen, at best, as a conservative outlet for national misery, at worst as an authorised voice for Catholic fascism.

Young Portuguese deserted the fado in the 1970s," says singer Mariza, part of a new wave of fado singers, or fadistas, who have reclaimed the genre in recent years. "It had too many bad associations. Only now can we revisit this music."

Amalia become something of a scapegoat for fado's perceived fascist flirtations. Her ascendance to international celebrity in the 1940s unfortunately coincided with the rise of Antonio de Oliveira Salazar, who ruled Portugal between 1932 and 1968, the dictatorship continuing under the leadership of Marcelo Caetano until the peaceful "carnation revolution" of 1974.

Amalia unwittingly encouraged an association with the regime. She confessed to having a crush on Salazar, even writing poems to him in hospital before his death in 1968. In the aftermath of the 1974 revolution, she was falsely accused of being an agent for Salazar's secret police, a slur that stuck for many years, while many were suspicious of her association with Salazar's minister of culture, Antonio Ferro, who championed her work and presented her around the world as an ambassador for Portugal. She was certainly treated well by the regime, at a time when many singers, songwriters and poets were being imprisoned as dissidents.

However, if Salazar's regime used Amalia and the fado as a symbol of national identity in the 1950s and 60s, they did so with great reluctance. Salazar hated the fado. He referred to Amalia as "the little creature", and struggled with fado's central trope of saudade, the sense of nostalgia, yearning or longing that dominates its lyrics, regarding it as essentially anti-modern. In 1952, he told his biographer Christine Garnier that fado "has a softening influence on the Portuguese character", one that "sapped all energy from the soul and led to inertia". But even he could not quell fado's popularity.

"The regime did not use the fado as a tool for propaganda," says fado historian Michael Colvin, assistant professor of Hispanic studies at Marymount Manhattan College in New York. "Rather, the fado's popularity had become such that the government had no choice but to make the song a part of the consecrated national repertoire. Through censorship, Salazar insured that it did not blatantly contradict the regime's notion of progress; and by promoting the 'poor but happy' - pobrete mas alegrete - image of Lisbon's fadistas and degraded popular neighbourhoods, the government kept the potentially subversive song at bay."

"The dictatorship's relationship with fado roughly splits into two stages," says Simon Broughton, editor of the world music magazine Songlines, and director of an upcoming BBC4 documentary on fado. "From the start of the regime in 1926, Salazar dismissed it as a disreputable, lower-class, unsuitable form of music. But, from the second world war onwards, they changed tack. Fado was still massively popular, so it had to be co-opted to the government's own ends. So, while there was no outwardly fascist fado, censorship certainly neutered it in that period. The subject matter became very traditional - about wine, women, song, family and church - extolling very conservative and unchallenging images of Portugal."
By doing so, the censors sought to eradicate the fado's progressive history. Fado musicians such as the great guitarist Armandinho played at Communist party rallies in the 1920s and 30s, while the song form was explicitly used by socialist and anarchist poets in the early decades of the 20th century.
Those militant songs were eradicated by Salazar's censorship laws, but the radical tradition was kept - albeit more subtly - by songwriters in the 1960s.
Contrary to her reputation as a fascist sympathiser, Amalia often tapped into fado's radical tradition. She stayed one step ahead of the censors by singing slyly subversive songs with lyrics by leftwing poets such as Ary dos Santos, Manuel Alegre, Alexandre O'Neill and David Mourao Ferreira. She was also a generous donor to underground anti-fascist political organisations, especially the National Committee to Assist Political Prisoners.
Ruben de Carvalho, a journalist and member of the central committee of the Portuguese Communist party, says Amalia's motivations were always innocent. "She gave money to anti-fascist organisations in the same passionate and, perhaps, naive way she used when she thanked her Salazarian benefactors who gave her, a simple plebeian, the chance to appear on a stage, handling a microphone." Mario Soares, a former socialist prime minister and president in the 1970s, 80s and 90s, described her as a "a conservative woman, believing in God and naturally apolitical, who knew how to get along well with the revolution of the carnations". When Amalia died in 1999, her rehabilition was complete. The state declared three days of national mourning, and she was buried as a hero in Lisbon's National Pantheon.
Amalia's memoirs suggest a simple and apolitical figure. "We never complained about life," she writes. "Sure, we knew there were people who were different from us, otherwise there would be no revolutions. But I never heard anybody talk about that. It's the privileged classes who discuss that type of thing, not the poor."
It has been argued that fado is essentially a reactionary artform. The word translates, loosely, as "fate", and fado songs always have a belief in the inevitability of destiny. "The belief that you can't choose your own fate can be a very conservative stance," says Broughton. "And Amalia was certainly conservative."
The irony is that Amalia's recordings - especially the crackly old 78s from the 1940s and 50s - still sound eerily futuristic and utterly international in their scope. While the fascists used it as a symbol of Portuguese nationalism, the fado actually channelled hundreds of years of influences from around the Lusophone world and beyond.
The rattling sound of a Portuguese guitarra - a 12-string, pear-shaped lute - can sound like an autoharp, an Alpine zither, or a bazouki, while the music can often sound like Greek rebetika, Brazilian choro, Cuban son, Andalucian flamenco or Sephardic folksong. And Amalia's insolent voice can sound variously like a Bollywood singer, an Arabic muezzin, a soul diva, or even, on several tracks, uncannily like Antony Hegarty from Antony and the Johnsons.

The innovative musical template laid down by Amalia has been the inspiration for a new generation of fado singers. Madredeus, a Portuguese collective fronted by singer Teresa Salgueiro, have taken the fado into groundbreaking electronic territory, while songs associated with Amalia have been interpreted by young singers including Katia Guerreiro, Margarida Bessa, Misia, Cristina Branco, Joana Amendoeira and, most famously, Mariza, who has broadened the genre's scope by sourcing consciously impure influences from jazz, African, Brazilian, gospel and classical music.

In many ways, all of them are reconnecting to the pre-Salazarist fado, celebrating its vagabond ancestry and its international roots. When a Portuguese writer described the fado, in 1926 as "a song of rogues, a hymn to crime, an ode to vice, an encouragement to moral depravity, an unhealthy emanation from the centres of corruption, from the infamous habitations of the scum of society", he identified a set of associations that a new generation of fadistas wear like a badge of honour.

Björk says ...
I have to admit my ignorance here; a lot of the time I don't know what Amalia Rodriguez is singing about. But the music is so fierce, I can tell it's fighting. It's the same with religious music. I'm so tired of religion, but then you hear religious music and it inspires you. For 10 or 11 years, until I recorded Medulla, I didn't listen to vocalists; I wanted to find my own voice. Then I began to listen to listen to tons of vocalists, to choral music, and to Amalia.
And the beat goes on: a beginner's guide to fado
Amalia Rodrigues
The Art of Amalia Rodrigues, (Hemisphere/EMI)
Probably the best introduction to Amalia's work, this 18-track EMI compilation features material recorded between 1952 and 1970, and will give you an idea of where else to look if you're hooked.

Various artistsThe Story of Fado, (Capitol Hemisphere)
A 22-track collection, largely comprising 50s and 60s tracks from the EMI archive, occasionally moving into poppier and more experimental territory, but concentrating on fado legends such as Amalia Rodrigues and Herminia Silva.

Various artistsThe Rough Guide to Fado, (Rough Guides)
A 19-track collection from 2004 that has a few older artists but concentrates on new fadistas such as Mariza, Cristina Branco and Misia.

Jose "Zeca" AfonsoBaladas e Cancoes, (EMI France)
Not all fadistas are women. Afonso (1929-1987) is a kind of Portuguese Pete Seeger, a militant protest singer who became a national hero during the 1974 revolution. This 1967 album is a great collection of ballads, heavily influenced by the more poetic fado of Coimbra.

Christina Branco Post-Scriptum, (L'Empreiente Digitale)
A Gen-X Lisbonite who came to fado in her late teens, Branco was one of the first to reinvigorate the genre, with a subtle bluesiness to her delivery.

Madredeus Existir, (Capitol/Metro Blue)
There are some awful albums with names like "Chillfado" that try to update fado for a clubby generation. These abominations are not to be confused with the often inspired Madredeus, whose electronic update on fado, blended with dub, gothic chant and Argentinian tango, invokes sources as disparate as Massive Attack, Gotan Project and the Cocteau Twins.
Mariza Fado Curvo, (Times Square Records)

Dramatic, hotly hyped, Viennettahaired, half-Mozambican platinumblonde tackles plenty of songs associated with Amalia, but enlarges the traditional fado palette to incorporate strings and bossa nova.

Misia Paixoaes Diagonais Diagonais, (Erato/Detour)
The first of the new wave of fado singers, Misia links fado to a lavish pop production on this 1999 album, but retains the dignified, graceful gravity of the genre.
· Mariza and the Story of Fado will be shown on BBC4 in July
Friday April 27, 2007

15 de maio de 2008

80 chafariz e 42 nascentes perigosas em Sintra -



Classificada pela UNESCO como Paisagem Cultural e Património da Humanidade – durante a 19ª Sessão do Comité da UNESCO, ocorrida em Berlim a 6 de Dezembro de 1995 -, Sintra é um daqueles lugares mágicos onde a natureza e o homem se conjugaram numa simbiose perfeita, como que a quererem deixar-nos surpreendidos, rendidos à beleza da obra. É essa beleza e memória colectiva legada pelos nossos antepassados, que nos compete preservar e completar, para que as gerações vindouras possam encontrar aqui, tal como nós, as raízes culturais e os valores humanos tão importantes para a vivência e convivência harmoniosa dos povos. Testemunho da passagem de muitos povos e culturas ao longo dos tempos, que sempre souberam respeitar os vestígios que os outros deixaram, a expressão que melhor classifica Sintra no seu todo é, por certo, a tolerância cultural.


Todas as 42 nascentes do concelho de Sintra analisadas por um grupo de peritos contêm água imprópria para consumo, tendo sido recomendada à Autoridade de Saúde a afixação de avisos à população e o encerramento de algumas bicas e fontanários.
As conclusões das análises, efectuadas por investigadores do Instituto Nacional Ricardo Jorge, foram ontem divulgadas no 9º Congresso da Água, que decorre até hoje no Estoril, e mostram que 38 das 42 nascentes estudadas contêm água classificada de “alto risco” para a saúde pública devido a contaminação fecal.“A origem dessa contaminação pode estar relacionada com fossas sépticas, rupturas na rede de esgotos ou até, no que respeita às nascentes em meios rurais, por causa dos dejectos de galinhas ou ovelhas”, explicou à agência Lusa Maria Helena Rebelo, uma das autoras do estudo.

Muitas dessas bicas e fontanários, com água de nascentes naturais, continuam a ser muito procuradas pela população local, que chega a fazer fila para poder encher os seus garrafões.
Mas hoje, Luís Simões, administrador do SMAS, admitiu à rádio Renascença que a situação é mais problemática do que o estudo do Instituto Nacional Ricardo Jorge revela. Segundo esse responsável são cerca de 80 os chafarizes públicos de Sintra com água imprópria para consumo.
Para já, foram colocadas placas de aviso provisórias nos 38 nascentes identificadas pelo Instituto Nacional Ricardo Jorge, um trabalho que começou assim que o SMAS recebeu o relatório, no final de Março, explica Luís Simões. A partir de meados da próxima semana começarão a ser colocadas placas definitivas nos cerca de 80 chafarizes do concelho de Sintra com água imprópria para consumo.

23 de abril de 2008

"O conhecimento da avifauna é ainda muito reduzido"


Perto de 40 espécies de aves que residem e nidificam nos Açores serão abordadas no Curso de Iniciação de Observação de Aves (CIOA), a decorrer amanhã e domingo, na sede dos Montanheiros.


Para além de dar a conhecer a avifauna existente no nosso arquipélago, o curso pretende formar ornitólogos e observadores de aves locais.A iniciativa é organizada pela Ecoteca da Terceira está aberta ao público em geral.

Motivar ornitólogos e observadores

Durante os próximos dois dias, 19 e 20 de Abril, através de sessões teóricas e práticas, o formador Carlos Pereira pretende mostrar aos participantes do CIOA o “mundo das aves”, de forma a motivar futuros especialistas na matéria.

“O conhecimento da avifauna açoriana é ainda muito reduzido. Quase todas as espécies residentes e que nidificam nos Açores estão por estudar.

Há portanto um imenso trabalho a fazer, que até pode ser muito motivador, pois ‘arrisca-se’ sempre a ser pioneiro”, afirma o formador.

Nos Açores estão em falta ornitólogos locais, segundo revela Carlos Pereira, dado que “quase todas as pessoas que se encontram neste momento a desenvolver trabalhos com a avifauna dos Açores são de fora”.
E acrescenta que “falta ainda interesse ou a ‘motivação certa’ dos organismos públicos responsáveis, como a Universidade, SRAM e DRRF”.Neste sentido, o CIOA levado a cabo pela Ecoteca da Terceira, pretende ainda “chamar a atenção das pessoas para o ‘mundo das aves’, para a sua observação nos Açores, e dar a conhecer a avifauna existente no arquipélago”. Cerca de 40 espécies
O cagarro e o milhafre são as aves mais conhecidas da população e consideradas as emblemáticas dos Açores.
Perante isso, no Curso serão sobretudo estudadas e observadas as espécies residentes e que nidificam na Região, que, de acordo com Carlos Pereira, “com muito boa vontade não ultrapassam as 40 espécies”.
Por outro lado, os Açores são ponto de passagem durante o período de Outono/Inverno para muitas outras espécies de aves oriundas tanto da Europa como do Continente Americano. “São aves que chegam aos Açores muitas vezes trazidas por ventos ‘favoráveis’, explica o formador, sendo que “nos últimos 100 anos foram observadas nos Açores mais de 250 espécies diferentes de aves”.
Quanto aos critérios para observar e identificar as aves, é necessário o auxílio de um guia de identificação de aves e material óptico, como binóculos e/ou telescópio.
No âmbito do CIOA, a decorrer sábado e domingo, estão previstas para as saídas de campo uma visita ao Paul da Praia; Cabo da Praia, considerado, segundo Carlos Pereira, “provavelmente o maior ‘spot’ da Europa para a observação de aves oriundas da América do Norte”; Lagoa do Ginjal/Juncal; Contendas; zona da Lagoa do Negro/Caminho dos Três Cantos/Achadas/Caldeira Guilherme Moniz.

É de referir que a visita a alguns destes locais poderá ter de ser alterada devido às adversidades das condições meteorológicas.

O Curso de Iniciação de Observação de Aves, promovido pela Ecoteca da Terceira, conta com a colaboração da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, Os Montanheiros, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e a "Bird Life International".
Sónia Bettencourt

11 de abril de 2008

TRESCIENTAS AVES PARTICIPARON EN EL CONCURSO DE CANTO DE CANARIOS TIMBRADO ESPAÑOL EN LORQUÍ


Durante el pasado fin de semana se ha celebrado en Lorquí el “X Concurso de Canto de Canarios Timbrado Español”. Organizado por la “Peña del Segura” son ya diez las ediciones de un concurso que tiene como protagonistas a estas pequeñas aves domésticas de voz angelical. Desde las 9 de la mañana compiten en las instalaciones del antiguo Ayuntramiento más de 300 canarios procedentes desde diferentes localidades españolas que han competido en las dos salas dispuestas para este certamen.
Esta jornada, segunda y última jornada de canto canario, ha contado con degustación gastronómica incluida.
Esta variedad de canario, muy típico de nuestra península, tiene un tono muy musical y suave, lo que le convierte en el canario de canto más cultivado aunque las técnicas de su cría y entrenamiento requieren de más tiempo y dedicación.

12 de março de 2008

Aves são usadas em terapia para soldados traumatizados


Veteranos americanos das guerras do Iraque e do Afeganistão estão sendo tratados de traumas em Los Angeles com uma terapia que inclui aves que sofreram maus tratos.
O soldado Matthew Simmons, que desenvolveu síndrome do estresse pós-traumático, está aprendendo a cultivar relacionamentos e seus novos amigos são papagaios. Segundo ele, as aves percebem quando ele está revoltado ou com medo, e voam para longe.A psicóloga Lorin Lindner disse que resgata papagaios há muitos anos.
Ela tratava de veteranos viciados em drogas e viu como eles se derretiam diante dos papagaios. Apesar de serem espécies muito diferentes, as aves ficam tão traumatizadas quanto soldados em combate.Os soldados traumatizados reaprendem a criar um clima de confiança, acabando com a sensação de isolamento e revolta, e deixando de lado drogas e álcool, dizem os psicólogos.

29 de janeiro de 2008

Wednesday, April 11th 2007








Keith Richards has confessed that he threw a canary out the window, because it was bothering his hangover. The bird belonged to his bandmate, Ronnie Wood's son. He said he was trying to lay down and the bird was making so much noise that he threw it out the window. Keith apparently thought the bird was an alarm clock.

Ronnie's son, Jamie said, “My mum told me the story the other day. She said Keef thought the canary was an alarm clock. He cracks me up, the ashes story was hilarious.”

KEEF! When Ronnie told Keith the bird was real he responded with "How was I supposed to know?"

Seriously, they should make Keith travel across the world telling kids his tales. That shit will keep them off the drugs. Well, his face alone would do that.

Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay